2021: o ano das três décadas e meia de jornalismo musical e cultural zapper, e que começam a ser comemorados a partir de hoje! (post em construção)

Confira também esta matéria em áudio!

35 anos de jornalismo cultural e musical na imprensa brasileira, da alternativa e nanica à mega, tempo em que o jornalista zapper entrevistou celebridades do rock mundial como o cantor inglês Robert Smith (vocalista do The Cure, abaixo, em foto tirada em janeiro de 1996, quando o grupo se apresentou pela segunda vez no Brasil), e a ex-baixista do gigante indie Sonic Youth, a deusa loira Kim Gordon (acima, ao lado dela no back stage do festival Claro Que É Rock e logo após o término da apresentação da banda, que aconteceu em 26 de novembro de 2005, dia do aniversário de 43 anos de idade de Finaski); foram três décadas e meia onde este jornalista escreveu (como colaborador ou repórter) para alguns dos principais jornais diários e também algumas das principais revistas (semanais e mensais) do país (abaixo)

Sim, felizmente muitas efemérides e datas comemorativas cheias, em um ano ainda tão triste e dramático.

Ninguém iria imaginar que uma pandemia mortal iria assolar o mundo, já há mais de um ano. Pior ainda se tornou a situação por aqui, em um país de quinto do mundo dos infernos (esse Brasil mesmo, onde todos nós infelizmente nascemos, crescemos e vivemos), com povo SELVAGEM, BOÇAL e que por isso mesmo, por ser assim, elegeu um presidente que é a PIOR ABERRAÇÃO HUMANA e POLÍTICA sobre a face da Terra, e o PIOR líder governamental em se tratando de combater a pandemia. Um genocida e psicopata negacionista da gravidade da situação, que atrasou a compra de vacinas, que se ASSOCIOU ao vírus para matar (até agora) mais de 430 mil brasileiros – boa parte deles, ELEITORES dessa mesma aberração. Assim, enquanto vários países da Europa (Inglaterra, França, Holanda) e do Oriente Médio (como Israel) aceleram ao máximo suas campanhas de imunização em massa, aqui é o que sabemos: a vacinação avança a passos de tartaruga (por falta de doses, já que o SUS, o maior programa de saúde pública do mundo, criado nos governos de ESQUERDA SOCIALISTA do PSDB e do PT, tem condições de vacinar 2 milhões de brasileiros POR DIA) e não se sabe quando realmente sairemos desse abismo sem fundo. E enquanto não saímos o que resta é aliviar um pouco nossas tensões emocionais lembrando que 2021 é, sim, um ano de grandes efemérides. Como os trinta e cinco anos de jornalismo musical na grande imprensa brasileira do autor destas linhas de cultura pop (e que serão comemorados ao longo deste mês e de junho também), também as três décadas e meia do lançamento do sensacional “Cabeça Dinossauro”, o disco que redefiniu a carreira dos Titãs em 1986 e que se tornou um dos álbuns essenciais do rock BR dos anos 1980, e também as duas décadas e meia de existência do grupo inglês Coldplay e… ufa, o novo livro escrito pelo jornalista zapper e que vai contar a história (tintin por tintin) de um dos clubes alternativos mais lendários da história da noite paulistana, o inesquecível e muito saudoso Espaço Retrô. São assuntos, enfim, que iremos abordar com carinho, neste e em nossas próximas postagens para que, sim, tenhamos algo de um pouco mais alentador e saboroso para transmitir a quem nos lê e nos acompanha na web desde 2003 (lá se vão dezoito anos…). Então, vamos a mais um post do blog de cultura pop por excelência, e que você começa ler a partir de agora

MAIO DE 2021: HÁ 35 ANOS ZAPNROLL INICIOU SUA TRAJETÓRIA NO JORNALISMO CULTURAL E MUSICAL BRASILEIRO – E SEGUE NELE ATÉ HOJE!

Não é fácil atuar ao longo de trinta e cinco anos ininterruptos na mesma área profissional. Ainda mais quando se trata de uma profissão algo glamurosa, vaidosa (repleta de fogueiras das vaidades) e que atrai, em certa medida, muitos holofotes públicos sobre ela. É assim a profissão de jornalista. E, mais ainda, quando se trata de jornalismo cultural e musical, que cobre cotidianamente a trajetória de artistas e de seus lançamentos, sejam estes discos, filmes, livros, artes plásticas, teatro, fotografia etc. Sejam estes artistas desconhecidos do grande público ou mega celebridades pop, todos estão sempre na mira do jornalismo cultural – que, não raro, acaba produzindo seus próprios “pop stars” da imprensa cultural. Ou ao menos, chegou a produzir, em décadas passadas. Hoje o jornalismo cultural talvez não possua mais o impacto e o glamour que possuiu há três décadas e meia, quando o autor deste blog publicou seus primeiros textos pagos em uma revista de circulação nacional. Era maio de 1986 e Zapnroll ainda era um “xófem” de apenas 23 anos de idade, quando chegou à redação da pequena (no tamanho físico, era um “pocket magazine”, mas que circulava em bancas de todo o Brasil) revista Rock Star, onde foi parar por indicação do então “popstar” Leopoldo Rey, um dos jornalistas de rock mais conhecidos do país naquele momento e que era amigo do jovem zapper. Rey, além de ter coluna na emblemática e saudosa revista mensal Somtrês e essa sim, a primeira grande revista de música a circular no país (e que era dirigida pelo célebre Maurício Kubrusly, ele mesmo, o apresentador do quadro “Me Leva Brasil”, veiculado pelo programa Fantástico, da tv Globo ao longo de 20 anos) que reinou absoluta no jornalismo musical de 1979 até pelo menos 1985,  ainda produzia e apresentava na rádio 97FM, em Santo André (na Grande São Paulo, uma das duas primeiras emissoras fm do Brasil com sua programação inteiramente dedicada a tocar apenas rock nacional e internacional) o clássico programa “Reynação”, onde ele tocava raridades do mundo rocker (raridades MESMO, em um tempo onde não havia internet, nem celulares, nem plataformas digitais de música). Com a indicação do velho e querido Rey (apelidado carinhosamente pela galera da imprensa rock paulistana de “leopardo gay”, hihihi), o jovem Finatti conseguiu um espaço na Rock Star. Estreou lá na edição de maio de 1986, escrevendo um perfil da banda inglesa (de Manchester) The Smiths, que estava causando um tsunami na Inglaterra com o seu recém lançado álbum “The Queen Is The Dead”, uma obra prima do pós punk inglês oitentista (e que também irá completar 35 anos de existência agora em junho) e que havia acabado de ganhar edição nacional. Foi ali, enfim, na pequenina revistinha de bolso, que tudo começou. E de lá pra cá, muita história aconteceu e muita coisa mudou na imprensa cultural e musical brazuca.

Foram três décadas e meia de (até agora) atividade ininterrupta na grande imprensa musical nacional. E em um tempo onde não havia todo o avanço tecnológico e digital que há nos dias atuais (e que, de certa forma, está MATANDO a velha imprensa escrita e impressa em formato físico, em papel já que boa parte dos leitores dessa imprensa, sejam eles jovens, adultos ou velhos, também migrou sua leitura para os portais de notícias, sites e blogs que abundam na web mundial), o autor deste blog foi construindo sua trajetória, publicando seus textos (como colaborador ou repórter contratado) em revistas como a Somtrês (a primeira grande revista mensal sobre música em que o jovem jornalista zapper começou a colaborar, após passar pela pequenina Rock Star; na Somtrês colaborou por exatamente dois anos, de 1987 a 1989), a IstoÉ (então dirigida por outro gigante do jornalismo brasileiro, Mino Carta), a Bizz (que atropelou a Somtrês com seu surgimento e se tornou a mais influente publicação musical do Brasil, a partir de 1985 quando ela começou a circular nas bancas), a Interview (que era a edição nacional da famosa marca jornalística americana e que cobria o grand monde, geralmente fútil mas de total interesse para as massas de leitores desconhecidos, de celebridades de todo tipo) e, por fim, a edição nacional da prestigiadíssima e respeitadíssima Rolling Stone, que circulou em edição impressa no Brasil entre 2006 e 2018 (agora, só existe o site da mesma, com textos, reportagens e equipe de colaboradores bem menos glamurosa do que em seus tempos de revistona impressa em papel) e onde este jornalista já estava assinando críticas de discos desde a primeira edição, que trouxe a mega super modelo brasileira Gisele Bundechen na capa e vendeu cerca de 100 mil exemplares. Era o jornalista rocker falando de discos da cena rock independente brasileira (pois uma das críticas assinadas por este blogger loker analisava o disco independente de estreia da banda gaúcha Pública) para uma MULTIDÃO de leitores. Um fato (esse espaço e esse olhar jornalístico dado à cena indie rock nacional, e que se repetiu ao longo do tempo em que o jornalista Finas colaborou com a RS, quando conseguiu publicar na revista matérias sobre um festival de música realizado no distante Estado do Acre, sobre a infelizmente extinta banda carioca Manacá e sobre a irresistível ascensão ao mainstream musical dos seus velhos amigos da banda cuiabana Vanguart) que só foi possível dentro de uma publicação jornalística tão mega graças ao CARINHO e ao conhecimento da importância dessa mesma cena, que os editores Ricardo Cruz (o popular Quinho, dileto amigo do autor deste blog até hoje) e Pablo Miyazawa (o nosso sempre querido e eterno “super monge japa zen”) possuíam. Yep, a Rolling Stone Brasil abriu generosos espaços para a cena alternativa musical brazuca (talvez apenas menos que a inesquecível e saudosa Dynamite, que também circulou em bancas de todo o país durante quase quinze anos, mas era INDEPENDENTE e lutava contra toda sorte de dificuldades, e sendo que foi nela e no site dela que Finaski cobriu, ao longo de quase trinta anos, absolutamente TODA A CENA INDIE BRAZUCA, entre bandas, discos e festivais), isso em um veículo de mídia GIGANTE. Como este Finas foi parar na RS? Bien, uma looooongaaaaa história, que começou quando também fomos colaborar com a extinta revista da 89FM (a rádio rock de Sampalândia), na segunda metade dos anos 1990. Ricardo Cruz era então o jovem editor da revista. E foi ali que ficamos amigos. E quando ele foi chamado para ser editor da RS, não recusou meu pedido para colaborar com a revista, mesmo sofrendo PRESSÃO PESADÍSSIMA dos inimigos finátticos (né, José MERDA Jotalhão Jr), para que este jornalista NÃO escrevesse na publicação. “Eu sempre gostei de gente MALDITA. E você é MALDITO. Talvez por isso eu tenha deixado você colaborar com a revista”, me disse Quinho um dia, durante um almoço amigo num Habib’s, perto da redação da Rolling Stone. Bien, se for assim, mozão e “editator” André Pomba também deve AMAR gente MALDITA, pois ele aguenta o sujeito aqui na Dynamite (primeiro na revista, depois no portal da internet) há quase 30 anos, ahahahahaha.

Exatos 20 anos separam estas duas reportagens escritas por Zapnroll: a primeira, publicada na célebre página de música do Caderno 2, do diário paulistano Estadão, foi a estreia de Finaski no jornal, em setembro de 1988 (acima) e onde ele analisava a trajetória do quarteto indie guitar australiano The Church; duas décadas depois, em novembro de 2008, era publicada na capa do caderno Fim De Semana, do diário paulistano Gazeta Mercantil, um perfil gigante do saudoso e clássico grupo americano REM, que estava então voltando ao Brasil para shows

Além de ter passado por redações de algumas das principais revistas do país, este Finas também esteve nestes trinta e cinco anos nas redações de pelo menos dois dos principais jornais diários do Brasil, os paulistanos O Estado De S. Paulo (nacionalmente conhecido como Estadão) e Folha De S. Paulo (tido por muitos como o mais influente dos jornais diários brasileiros). No Estadão entrou como colaborador da página de música do Caderno 2 (editada por um dos jornalistas mais lendários da imprensa musical brazuca dos últimos 35 anos, o mestre Luis Antonio Giron, dileto amigo zapper até hoje e autor do prefácio do livro “Escadaria para o inferno”, publicado pelo jornalista ainda rocker e ex-loker em 2017), onde estreou em setembro de 1988, escrevendo um breve perfil da banda australiana The Church (que havia se tornado fenômeno rock mundial naquele ano e iria se apresentar dali a algumas semanas no Brasil). Era uma página de música realmente AVASSALADORA e onde assinavam textos jornalistas APENAS do calibre de Pepe Escobar, Fernando Naporano (até hoje, querido amigo destas linhas bloggers) e Kid Vinil (um IRMÃO de coração, e que infelizmente nos deixou cedo demais, em 2017). Já a passagem pela redação da poderosa Folha foi mais efêmera (pois era um ambiente profissional um tanto quanto tóxico, com muitas fogueiras das vaidades), mas rendeu reportagens e resenhas nos cadernos Folhateen (já extinto, e onde o zapper Finas publicou uma CAPA inteira anunciando aqueles que seriam os shows derradeiros da trajetória da banda Legião Urbana na capital paulista em 1994, ainda com o gênio inesquecível Renato Russo vivo e à frente dos vocais) e Ilustrada. E além da FolhaSP e Estadão, Finaski foi também repórter de música do caderno Fim-de-Semana, encartado (acreditem!) no jornal paulistano Gazeta Mercantil, um diário econômico centenário e que era respeitadíssimo na imprensa nacional. Foi lá, de 2006 a 2009 e sob a direção da sempre fofíssima (porém brava e nervosa como uma pimentinha, hihi) Elaine Bittencourt, que tivemos nossa última experiência em redações de jornais diários. E foi uma passagem magnifica, onde não raro publicamos matérias de página inteira, muitas vezes na CAPA do caderno. Zapnroll também jamais irá se esquecer das DORES DE CABEÇA que deu à sua editora, a gente finíssima Elaine (hoje, trabalhando na Rede Record), ahahahaha. Atrasos na entrega das matérias eram constantes, idem estourar em muito o tamanho do texto pedido para a reportagem em questão. Tanto que num belo dia, levando uma bronca gigante por telefone, o zapper ouviu de sua editora: “seu texto é SENSACIONAL, um dos melhores que já tive, e você domina o assunto como ninguém. Mas não tenho SAÚDE mental para lidar com um sujeito LOUCO como você!”, rsrs.

E assim, enfim, três décadas e meia se passaram. Tempo em que, além de trabalhar em algumas das redações dos principais jornais diários e revistas semanais e mensais do país, este jornalista também assistiu a CENTENAS de shows e festivais de música, nacionais e internacionais. Viajou o Brasil de norte a sul, cobrindo festivais alternativos. E entrevistou uma renca dos principais nomes do rock brasileiro dos anos 80’, 90’ e 2000’, além de nomes lendários do rock mundial como Robert Smith (líder e eterno vocalista do gigante goth inglês The Cure), Ian McCulloch (vocalista do Echo & The Bunnymen), Steve Severin (baixista da saudosa Siouxsie & The Banshees), John Lydon (ex-Johnny Rotten, vocalista dos Sex Pistols e com quem este então jovem repórter teve um bate boca bem agressivo, durante a entrevista coletiva com a outra banda de Rotten pós Pistols, a Pil, quando ela veio pela primeira vez ao país, em 1987), Robert Plant (quando o ex-vocalista do Led Zeppelin veio ao Brasil junto com o guitarrista e também ex-Zep, Jimmy Page, para a dupla se apresentar no festival Hollywood Rock de janeiro de 1994; durante a coletiva de ambos o zapper levou, inclusive, uma CANTADA de Bob Plant, que se virou para este jornalista em meio a uma sala lotada de repórteres, e disparou: “você tem uns olhos LINDOS!”, uia!), Kim Gordon (a eterna LINDEUSA loira e ex-baixista do fenomenal indie noise Sonic Youth) e muitos outros. E por conta desse intenso trabalho de reportagem musical, pautado por inúmeras entrevistas, o autor deste espaço blogger talvez tenha cometido um dos únicos pecados e erros quase inadmissíveis para um ÓTIMO profissional de imprensa: se tornou AMIGO PESSOAL de muitos músicos do rock BR (Renato Russo, Clemente dos Inocentes, Nasi e Scandurra do Ira!, Helinho Flanders do Vanguart etc, etc), amizades que felizmente não comprometeram o bom desempenho profissional do sujeito aqui.

O jornalista zapper passou boa parte do final dos anos 80 e metade dos anos 90 acompanhando a trajetória do maior nome do rock BR dos anos 80, o quarteto Legião Urbana, cujo vocalista Renato Russo foi entrevistado pelo autor deste blog em novembro de 1989 (acima, nas páginas vermelhas da revista semanal IstoÉ), e novamente em agosto de 1990 na mesma Istoé e em janeiro de 1994, para a revista Interview (abaixo)

Quando almejava se tornar jornalista e escrever reportagens e resenhas de discos, bandas e de shows de rock, o autor deste blog era ainda um adolescente. Que lia com fervor os textos de Pepe Escobar (na Folha Ilustrada) e do inesquecível Ezequiel Neves (na revista Somtrês), que era um ator de teatro, jornalista e o MELHOR TEXTO da imprensa rock nacional nos anos 80, além de ser um ALUCINADO absoluto e em tempo integral. Finaski também era apaixonado pelos textos dos americanos Hunter Thompson e Lester Bangs, que marcaram época com suas matérias na revista Rolling Stone americana. E quando já havia se tornado um jornalista bem conhecido na grande mídia, HF se tornou amigo de Zeca Jagger Neves e de outros (como Fernando Naporano) que ele lia em sua adolescência rocknroll. De certa forma acabou se tornando um Zeca Neves tão loki (ou mais) do que o próprio. E nunca se arrependeu de ter sido assim, mesmo tendo perdido grandes oportunidades em redações gigantes e conceituadíssimas, por conta de sua personalidade algo maluca, tresloucada e intempestiva. “Você precisa ser menos louco e mais centrado”, ouviu certa vez de Luís Fernando Sá, então seu editor-chefe na revista Interview, e que o chamava de “Norman” (o nome do meio de Finaski, rsrs). “Veja bem, Norman, você escreve muito bem mas seu temperamento não ajuda. E olhe que você já teve oportunidades que muita gente mais equilibrada emocionalmente e esforçada não teve”.

Bien, agora que estamos… velhos (hihi), pelo jeito esse “equilíbrio” se fez necessário e finalmente chegou. Trinta e cinco anos se passaram nessa jornada, que ainda se mantém em plena atividade até os dias atuais. Por certo não iremos viver o suficiente para cumprir mais três décadas e meia de atuação no jornalismo cultural e musical nacional. Mas pelo menos a trajetória até aqui já está mais do que registrada – em livro, inclusive. Uma trajetória da qual nos orgulhamos totalmente, hoje em dia. E quando não estivermos mais no mundo dos vivos, que ela possa servir de inspiração para outros garotos e garotas tão apaixonados por jornalismo e rocknroll quanto este já velho zapper sempre foi, desde sua infância e adolescência.

ZAPNROLL FINASKI 35 ANOS DE JORNALISMO MUSICAL – EM ALGUNS NÚMEROS

***quantos shows nacionais e internacionais Zapnroll cobriu ao longo de trinca e cinco anos de jornalismo musical (todos na faixa): CENTENAS. Não dá pra lembrar de todos aqui, sorry.

***festivais cobertos por este jornalista: os três primeiros Rock In Rio (1985, 1991 e 2001), quase todos os Planeta Terra, as duas únicas edições do SWU (em 2010 e 2011 e que foram sensacionais, ambas), os dois primeiros Lollapalooza BR (em 2012 e 2013), o Claro Que É Rock de 2005, além de uma RENCA de festivais musicais da cena independente brasileira pelo país todo, ao longo de quase vinte anos de andanças de avião pra todos os cantos do Brasil.

***primeiro show de uma bandaça pós punk inglesa, assistido pelo blog como repórter profissional, e no auge da carreira do grupo: Siouxsie & The Banshees em São Paulo, em novembro de 1986.

***um dos melhores shows já vistos por estas linhas zappers: Echo & The Bunnymen, com sua formação original, no Palácio Das Convenções do Anhembi (também em São Paulo), em maio de 1987.

***algumas das PIORES gigs vistas por este jornalista: vários, rsrs. Melhor nem lembrar.

***shows que o blog gostaria de ter visto e NUNCA viu (e talvez jamais veja, mesmo porque três das bandas não existem mais): The Smiths, The Clash e The Who.

GALERIA DE IMAGENS – 35 ANOS DE JORNALISMO MUSICAL DE FINASKI E ZAPNROLL

A formação original do Ira!, sendo entrevista por Zapnroll, às vésperas do natal do ano 2000

Com os queridíssimos Edgard Scandurra e Nasi, a dupla de frente do até hoje gigante do rock BR Ira!, após show no Sesc Belenzinho em 2018; uma amizade que se estende por 40 anos!

O jornalista zapper “enquadrado” pelo baixista Lelo e pelo vocalista Samuel, dos mineiros do Skank, durante festa de premiaão do finado VMB Brasil, no começo dos anos 2000

Abraçado com Helinho Flanders, vocalista do gigante indie Vanguart: uma amizade que começou em 2005, quando Zapnroll conheceu a banda durante um festival em Cuiabá

Com Dado Villa-Lobos (o eterno guitarrista da Legião Urbana), durante o lançamento do livro dele, “Memórias de um legionário”

Capa da revista Dynamite, edição de setembro de 2001: a revista apresenta aos brasileiros o então novo fenômeno do rock indie planetário, a banda americana The Strokes, com entrevista feita pelo jornalista zapper com o baterista Fabrizio Moretti

PRÊMIO DYNAMITE DE MÚSICA CHEGA A 2021 EM SUA SEGUNDA EDIÇÃO ONLINE, MAS CONSOLIDADO COMO A MAIOR E MAIS ABRANGENTE PREMIAÇÃO DA CENA MUSICAL AUTORAL E INDEPENDENTE NACIONAL

Yep. E não é mole: tudo começou há quase vinte anos (mais precisamente em 2002), quando o músico, produtor cultural, dj e jornalista André Pomba (além de dileto amigo pessoal de Finaski há quase 30 anos), decidiu criar uma premiação musical que valorizasse especificamente a cena autoral independente brasileira. E desde então o Prêmio Dynamite De Música Independente é realizado anualmente e quase ininterruptamente – sofreu uma pequena paralisação durante algum tempo, por questões estruturais e de readequação. E, quem diria, em plena pandemia voltou com tudo no ano passado, quando a cerimônia de premiação (após ser feita a votação dos indicados através do portal Dynamite) teve que ser transmitida online e sem a presença da tradicional plateia que sempre lotou os espaços onde as festas de premiação foram realizadas.

A edição deste ano volta com tudo novamente, sempre lembrando que se trata da premiação mais completa e abrangente da cena musical indie nacional, e que já revelou nomes como Pitty, Cachorro Grande e Leela. E se ainda e infelizmente tudo será online novamente (tanto a votação quanto a cerimonia de entrega dos troféus aos vencedores), por conta da pandemia que persiste severamente no Brasil, por outro lado a votação deste ano está mais abrangente do que nunca, e que irá premiar 19 categorias englobando todos os gêneros musicais produzidos no país.

No PODCAST ZAPPER desta edição da plataforma multimidia Zapnroll e que você pode ouvir logo aí embaixo, batemos um papo com André Pomba, onde ele dá todos os detalhes da premiação deste ano. E se você se interessar em votar, basta ir aqui: http://dynamite.com.br/premio/.

Vote, participe! A cena indie brazuca agradece pois ela nunca precisou tanto de apoio como agora!

Em mais uma edição do nosso podcast, muitos papos sobre música, dicas, comentários políticos e um ótimo lero com o produtor musical André Pomba, que fala tudo sobre a edição deste ano do Prêmio Dynamite de Música Independente. Ouça e se divirta!

A MORTE DE PAULO GUSTAVO NÃO HAVERÁ DE TER SIDO EM VÃO

O blog nunca foi exatamente grande fã de humoristas e de programas de humor, seja no Brasil ou na gringa. Gostava demais do Jô Soares quando ele fazia o “Viva o Gordo” e o “Planeta Dos Homens” na Globo, ainda nos anos 1970 e parte dos 80 (aquilo fez parte da nossa adolescência). Jô era mega inteligente, perspicaz, sagaz e refinado no que fazia – um humor INTELIGENTE, que é o que passou a faltar nos programas de humor televisivos nacionais de anos pra cá.

Nos anos 90 tivemos “Hermes & Renato”, na MTV, que era sensacional. Depois Finaski desencanou de acompanhar humorismo brasileiro, embora reconhecesse (e continue reconhecendo) quem valia a pena nele.

Paulo Gustavo, que nos deixou há alguns dias tão jovem (apenas 42 anos) VALEU MUITO A PENA no contexto do humor nacional, nos últimos anos. Não só: além do talento gigante, era um ser humano também GIGANTE no seu ativismo identitário (era gay assumido e casado com um médico, e ambos pais de dois nenês fofíssimos), na sua luta e defesa sem fim do amor, da generosidade, do carinho, da solidariedade e da EMPATIA entre as pessoas. Tudo o que falta hoje em dia em grande parte da sociedade brasileira, tristemente emburrecida, corroída e INFECTADA não apenas pela Covid mas TAMBÉM pelo vírus do preconceito horrendo em todos os sentidos, pelo vírus da boçalidade sem limites, do machismo e homofobia tóxicos e violentos, pelo vírus do fanatismo religioso que ATRASA as pessoas e leva seu pensamento de volta à Idade Média. Uma sociedade que parecia estar submersa em algum ESGOTO profundo e que, de repente emergiu novamente, amparada na eleição de um MONSTRO GENOCIDA e que representa tudo o que existe de PIOR no ser humano, especialmente essa triste e VERGONHOSA parcela de nosso tecido social. É a luta que enfrentamos ferozmente agora: a da parte da sociedade que ainda permanece CIVILIZADA contra a outra parte, que aderiu sem pudor algum à mais completa BARBÁRIE, e que apertou também sem pudor 17 na urna eletrônica nas eleições presidenciais de 2018.

Paulo Gustavo, ser humano e artista gigante: que sua morte não seja em vão no triste Brasil BoçalNARO.

A morte de Paulo Gustavo não haverá de ter sido em vão. Ela é mais uma na conta dos mais de 430 mil brasileiros que já sucumbiram ao vírus mortal e ao seu principal ALIADO, o VERME GENOCIDA de Brasília. A morte dele não haverá de ser em vão: nos lembraremos dela (e de todos que se foram, até agora, sendo que infelizmente muitos ainda irão fenecer nesta pandemia) quando formos às urnas novamente, ano que vem. Aí teremos oportunidade de fazer JUSTIÇA, no VOTO, a todos aqueles que se foram em 2020, 2021 e provavelmente ainda em 2022. Iremos fazer justiça a todos os que se foram, DERRUBANDO NAS URNAS o DESgoverno mais HORRENDO e DESGRAÇADO que o Brasil já teve.

E iremos fazer isso porque, sério, tá muito pesado. O Brasil não aguenta mais perder artistas e seres humanos GIGANTES como Paulo Gustavo, e continuar convivendo com um EXCREMENTO FÉTIDO e uma ABERRAÇÃO humana e política sem tamanho, como a que se encontra nesse momento instalada no Palácio Do Planalto.

Rip mais uma vez, Paulo Gustavo. Seu desaparecimento precoce não haverá de TER SIDO EM VÃO.

POSTÃO ZAPPER BLOGGER SEGUE EM CONSTRUÇÃO!

Sim! Ao longo desta semana iremos turbinando este post com mais infos e assuntos bacanas. Ainda vão entrar aqui, por exemplos, muitas indicações do blog em termos de filmes, discos e livros muito bons que andam chegando ao mercado. Mas por enquanto ficamos por aqui porque a semana também irá ser corrida por conta dos 35 anos de atividade no jornalismo musical brazuca. Hoje mesmo, 17 de maio, por exemplo, estaremos fazendo uma bate papo online diretamente da Casa De Cultura do bairro do Tremembé, na zona norte da capital paulista. Rola a partir das 7 da noite e será transmitida pelas redes sociais (Facebook incluso), através da página do espaço. Fica o convite para que todos assistam e participem!

Então voltamos aqui a qualquer momento, com mais uma “turbinada” no post. Até já!

(enviado por Finatti em 17-5-2021, às 6:30hs.)

43990cookie-check2021: o ano das três décadas e meia de jornalismo musical e cultural zapper, e que começam a ser comemorados a partir de hoje! (post em construção)
Tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , .Adicionar aos favoritos o Link permanente.
5 1 vote
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest
2 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
Leoziro
Leoziro
1 ano atrás

Fala, Finas! Muito conteúdo aí. Valeu a força no programa!
endereço é http://www.internovaradio.com.br
Hoje tem!