Baú da Dynamite: Aliados 13

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Aliados 13 – Candidato a sucesso radiofônico
By Tiago Velasco

Com quatro anos de estrada, o Aliados 13 acaba de lançar o segundo disco, “A Dose Certa”, e continua misturando hardcore, hip hop e ska, ingredientes de seu skate rock. O refrão de ‘Sereia’ (“Um dia sei que voltarei para ver o sol se pôr/ E ainda vou sentir saudades/ Um dia sei que voltarei para ver o sol se pôr/ E tudo que aconteceu/ Dura na mente, fica marcado para sempre”), primeira música de trabalho dos santistas, pode ser ouvido em algumas rádios do País, e o videoclipe, que vem em faixa multimídia do CD, entrou na grade da MTV.

O Aliados 13 reaparece para o grande público no momento em que o rock está em alta, principalmente bandas que bebem na fonte do hardcore, como Charlie Brown Jr., CPM 22 e Detonautas Roque Clube, justamente o estilo que conduz as canções da banda. O vocalista Fildzz se sente honrado em ser comparado ao Charlie Brown Jr., para ele “a maior banda de rock nacional da atualidade”, mas aponta outras influências para o som deles: “temos influência do rock nacional dos anos 80: Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, e dos anos 90: Planet Hemp, Raimundos e, é claro, do Charlie Brown, pois, além de sermos da mesma cidade e o Thiago ter tocado nas duas bandas, nos conhecemos há muito tempo e sempre curtimos o som deles. Mas eu uso mais melodia e procuro passar uma mensagem positiva nas letras”, explica o vocalista.

Como aconteceu com outros grupos do rock nacional, o Aliados 13 teve a carreira atrapalhada pelo o fim da Abril Music. Quando começava a carreira fonográfica do grupo e a gravadora trabalhava o primeiro single, ‘Sem Sair do Lugar’, cujo videoclipe andou pela programação da MTV, a Abril fechou as portas e a divulgação do disco se encerrou. Entre o primeiro e segundo disco, Thiago Castanho, que também já havia tocado no Charlie Brown Jr., resolveu deixar a banda e, hoje, toca na turnê do acústico do Ira!. Com a saída dele, a formação da banda voltou à inicial, com o guitarrista Dudu Golzi, o baixista Oliver, Rafa Barbosa, na bateria, e o vocal de Fildzz.

“O nosso som vem do coração. Somos sinceros, falamos o que vivemos e tocamos o que somos”, diz Fildzz. E o que vem do coração do vocalista são canções que falam, na maioria das vezes, de garotas, como na primeira faixa, ‘Foi Daquele Jeito’: “No primeiro minuto eu já senti/ Senti que a química rolava/ Mulheres como essa nunca vão ser só mais uma”. Rocks com melodia e peso estão por todas as doze faixas do álbum, o que vem atraindo o público, como pode se ver no show de lançamento de “A Dose Certa”, que levou 1500 pessoas ao palco do Breezy, em Santos. E segundo Fildzz, “ninguém melhor do que o público pra medir o resultado positivo do trabalho”.

Além da música de trabalho, ‘Sereia’, há outras candidatas a figurar nas paradas de sucesso das rádios rock do País, como a já citada ‘Foi Daquele Jeito’, ‘Nada Além do que Mereço’ e a faixa que dá nome ao disco, que têm um refrão difícil de sair da cabeça e a energia e o peso necessários para levar milhares de adolescentes a cantar junto com a banda.

(a íntegra desta matéria você lê na versão impressa da Revista Dynamite 80)

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