Baú da Dynamite: Baraldi

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Márcio Baraldi: rock em forma de HQ
By Humberto Finatti

Roko-Loko, Tattoozinho, Adrina-Lina, Sabujo Vingador… quem acompanha revistas de rock alternativo e cultura pop em geral (como Dynamite, Rock Brigade, Metal Head, Road Crew, Valhalla, Comando Rock e várias outras) nos últimos dez anos, inevitavelmente se deparou com alguns desses divertidos e intrépidos “heróis”, personagens de HQs igualmente divertidas e espirituosas. Todos eles foram criados – e continuam fazendo a alegria de milhares de leitores e fãs de rock – por aquele que é considerado, hoje, um dos maiores cartunistas do Brasil: Márcio Baraldi, de 39 anos, cartunista oficial do Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, apaixonado por rock’n’roll desde sempre e que acaba de lançar suas duas mais novas criações. Uma delas é o livro Tattoozinho, que reúne todas as histórias do personagem (um tatu tatuador) publicadas ao longo da última década na revista Rock Brigade. A outra é o game Roko-Loko no Castelo do Ratozinger que, segundo o próprio autor, é o primeiro game rock’n’roll do Brasil e conta as aventuras do rocker Roko-Loko para salvar a bela Adrina-Lina das garras de Ratozinger, um ratão religioso e ultra-reacionário (alguma semelhamça com o Papa Bento XVI talvez não seja apenas mera coincidência) e que vive enclausurado em seu castelo, o Vaticão.

Mas a história de Baraldi com os quadrinhos e o rock começa muito antes destes hoje consagrados personagens existirem. Nascido em Santo André (região do Grande ABC paulista), filho de italianos (sendo que seu pai e mãe se conheceram nos movimentos grevistas que sempre agitaram a região, como ele mesmo faz questão de ressaltar) e morando há três no bairro da Vila Mariana (zona sul paulistana), Márcio começou a desenhar aos 16 anos e não parou mais. Seu primeiro emprego como chargista foi no Sindicato dos Químicos do ABC, onde permaneceu por um bom tempo. Autodidata, só foi resolver fazer faculdade de artes plásticas quando já estava com 23 anos de idade. “Eu entrei na faculdade porque era muito preocupado com o meu futuro”, diz ele em entrevista a Dynamite, realizada entre pedaços de pizza e goles de cerveja no seu aconchegante sobrado, localizado em uma bucólica rua paulistana. “Eu sabia o que queria fazer. Mas a faculdade também deu uma visão muito legal, foi algo que me deu segurança para seguir minha trajetória. E, além disso, também conheci muitas pessoas bacanas ali”.

Essa dedicação é tão grande quanto sua paixão pelo bom e velho rock’n’roll. Baraldi, que sempre curtiu o gênero, se lembra que seu primeiro trabalho para uma publicação musical foi para um jornalzinho em formato tablóide que era publicado no ABC nos anos 80, e que era feito pela mesma produtora que cuidava da carreira do então emergente grupo punk Garotos Podres. Além disso, Márcio conta que também desenhou muitos cartazes para shows de rock alternativo na região.

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite nº 85)

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