Baú da Dynamite: Bidê ou Balde

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Bidê ou Balde: acústico e polêmica
By Cristiano Viteck

A banda Bidê ou Balde acaba de ganhar projeção nacional. Por dois motivos: o lançamento do Acústico MTV Bandas Gaúchas (que também traz Cachorro Grande, Ultramen e Wander Wildner) e a polêmica sobre a música “E por que não?”, que está no disco (leia o box abaixo e o Editorial da Dynamite sobre o assunto na página 3), assim como as faixas “Microondas”, “Melissa” e “Bromélias”. A Dynamite bateu um papo com o vocalista Carlinhos Carneiro, antes de todo o imbróglio sobre a “pedofilia” começar. Ele falou de suas impressões sobre o acústico, da turnê de divulgação do projeto, do álbum É Preciso Dar Vazão aos Sentimentos e do novo disco, previsto para 2006. Confira:

Dyna: Por que as quatro bandas deram tão certo juntas?
Carlinhos:
Quanto mais grupos diferentes tivessem ali, mais unidade seria achada. O Wander é um clima mais folk, esse show ele faz há um bom tempo. O Cachorro buscou um outro formato totalmente rock’n’roll e a gente foi extremamente pop. A Ultramen tem uma diversidade musical enorme. Eu sou muito fã da Ultramen, para mim é uma das melhores bandas do Brasil.

Dyna: Das cinco músicas tocadas pela Bidê ou Balde no Acústico, quatro foram dos dois primeiros discos. Como se deu a escolha do repertório?
Carlinhos:
Foi natural. Na verdade a escolha seria feita pelo produtor musical do disco. E foi muito louco porque a gente sugeriu umas sete músicas para ele, e ele mandou um e-mail na mesma hora também sugerindo sete músicas e só tinha duas diferentes! Então a gente as cortou e ficou com as cinco. A gente é uma banda que sempre prima pelo pop, não tem medo disso. A gente não pensou em não colocar as músicas mais conhecidas. É legal o pessoal se identificar, cantar junto e se emocionar com isso.

Dyna: Em É Preciso Dar Vazão aos Sentimentos percebe-se uma mudança grande em relação a Outubro ou Nada. O novo disco é mais cru, mais econômico nos arranjos, nos teclados. Isso foi intencional?
Carlinhos:
Foi intencional. Quando o cara vai fazer um disco ele pira… O Outubro ou Nada era cheio de loucuras, as músicas se colavam, músicas secretas, coisa e tal. Ou a gente fazia uma coisa mais retardada ainda ou fazia uma coisa mais simples, o que para nós pareceu mais engraçado, mais divertido de fazer. Desde o início a gente buscava a simplicidade não só nos arranjos de teclado, guitarra, mas nas próprias letras. Na hora de fazer as letras eu pensava em começar um assunto e acabar nele mesmo, o que eu não fazia nos outros.

Dyna: E o futuro da banda? Vocês começam a trabalhar no disco novo este ano ou fica para 2006?
Carlinhos:
A demo a gente já está trabalhando, mas para lançar só no ano que vem. Ainda vamos lançar o clipe de “Mesmo que Mude”. Aqui em Porto Alegre está tocando bastante e com certeza é a que a gente mais gosta do disco. Ela é muito sincera. Eu tenho várias interpretações. Naturalmente, ela fala da ruptura de um casal, mas eu tenho também uma interpretação que é para a Kátia, nossa tecladista amada, minha irmãzinha, que foi embora para Campinas casar com seu marido e agora ser uma mãe de família e está bem feliz lá. É uma música sobre isso aí, quando as pessoas se separam.

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite nº 85)

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