Baú da Dynamite: Exxótica

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Exxótica: a volta da magia ao rock’n’roll
Por Arturo Bandini

Tem gente que não nasceu para passar despercebido. É o caso do Exxótica, banda nacional extremamente produtiva, que resgatou o lado mais espalhafatoso e teatral do rock, típico dos exagerados anos 70.

Aliando o visual fantasioso a um hard rock poderoso, tornou-se a única banda brasileira representante do gênero.

Confira nesta entrevista exclusiva com Daniel Iasbeck, virtuoso guitarrista do Exxótica, os sonhos, planos e conquistas desses auto-intitulados “estranhos no ninho” do rock nacional.

Dynamite: O Exxótica tem apenas cinco anos e, no entanto, já tem quatro discos gravados e um DVD duplo. Vocês são uma banda workaholic?
Daniel Iasbeck: Sem dúvida (risos). Isso porque gostamos muito do que fazemos e dedicamos nossa vida toda à banda. Tenho orgulho de tudo que já conquistamos, mesmo sendo uma banda independente, mas procuro não me apegar muito a isso e sim me ocupar com os novos projetos.

Dyna: Fale um pouco sobre os dois álbuns que a banda lançou simultaneamente este ano, “Exxótica III” e “Exxótica IV”. Por que dois CD’s separados ao invés de um duplo?
Daniel: Em agosto de 2005 começamos a selecionar as músicas que fariam parte do que seria nosso terceiro disco. Durante o processo de ensaio e gravação, o número de músicas foi aumentando tanto que seria impossível colocar tudo num só álbum. Aí tivemos essa idéia de lançar dois logo de uma vez. Assim estaríamos fazendo algo que ninguém costuma fazer, o que é o nosso principal objetivo como artistas. Separamos a mesma sessão de gravação em dois discos distintos, que acabaram ficando cada um com sua própria identidade, portanto preferimos não lançar um disco duplo, e sim cada um com sua própria embalagem, que por sinal, ficaram lindas, ambas com arte do Mozart Couto, mestre nacional da ilustração fantástica.

Dyna: O Exxótica é, provavelmente, a única banda brasileira na qual os integrantes usam máscaras e roupas coloridas, na linha do Kiss. Você acha que esse rock teatral setentista do Kiss, Alice Cooper e David Bowie estava esquecido? O rock estaria ficando sério demais?
Daniel: Vou te falar uma coisa. Na minha opinião, o rumo que o rock tomou nos anos 90 foi horroroso. Da música ao visual, tudo começou a ficar cada vez mais pobre, sem graça e mal feito. Para mim, um show de rock tem que ter essa magia visual e musical. Quando eu e o Marcelo (Reverendo Marcelo Rossi, baixista e co-fundador do Exxótica) montamos a banda, esse foi o primeiro aspecto a ser definido. Também não adiantaria nada se a gente usasse maquiagem e não tivesse conteúdo. Procuramos alcançar o máximo de qualidade em todos os aspectos.

Dyna: As pinturas e roupas que vocês usam foram inspiradas nas cartas do Tarot. Comente um pouco sobre cada personagem e o que eles significam. Aliás, você acha que o sucesso do Exxótica também está previsto no Tarot (risos)?
Daniel: Cada personagem representa uma carta do Tarot: o Imperador, o Mago, a Morte e o Cigano. Cada um tem a ver com sua função dentro da banda e deixamos isso para os fãs decifrarem. Nosso sucesso depende de tudo isso, sim. Mas aí é assunto para outra hora.

Dyna: Recado final para a roqueirada do Brasil Varonil.
Daniel: O recado vem diretamente do Reverendo Marcelo Rossi: “Encham suas vidas com rock and roll, caralho!”.  Muito obrigado à revista Dynamite pelo espaço.

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite nº 90)

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