Baú da Dynamite: Genocídio

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Genocídio completava 15 Anos de death metal
By Rodrigo “Khall” Ramos

Por volta de completar 15 anos de carreira, o Genocídio mostrava que, além das dificuldades de ser uma banda de death metal, há ânimo para seguir em frente, mesmo com alguns atritos que envolveram o nome da banda. Na época como um trio, lançando o álbum “Rebellion”, quem deu a palavra foi o fundador da banda W. Perna.

Dynamite: Para começar, faça uma breve biografia da banda.
W. Perna:
Eu montei a banda junto com o Marcão em 87 e logo em 88 gravamos o primeiro EP. Em 90 lançamos o LP “Depression” e em 93 o LP “Hoctaedrom”. Depois disso tivemos um contrato com a Velas em 96 para lançar o CD o “Posthumous” que acabou saindo, mas, infelizmente, não havia uma banda para divulgar o trabalho. Só em 98 que remontei a banda e gravamos o “One Of Them…” e no ano passado o Rebellion.

Dyna: Comente sobre a criação do álbum “Rebellion”.
Perna:
Simplesmente procuramos fazer o que o Genocídio sabe fazer: DEATH METAL. Fizemos as músicas até que bem rápido, pois a idéia de fazer músicas rápidas era um ideal comum, coisa que há tempo não rolava na banda.

Dyna: Como foi a produção e elaboração do disco?
Perna:
Não teve mistério. As músicas não necessitaram de muita produção, apenas ensaio e uma boa gravação, cada um gravou sua parte sem problema. Apenas na hora de escolher a cover (“Social Sterility” do Napalm Death) que pensamos muito, pois tínhamos várias músicas boas para gravar.

Dyna: Como vocês escolheram as participações?
Perna:
Foi na faixa “Dominion”. Colocamos as pessoas que estavam presentes nos momento de gravação e que são amigos além de tudo. Essa música eu já tinha feito com o Ciero do Broken Heads e na gravação ficou muito legal com os backings da galera.

Dyna: Outro detalhe também interessante é o trabalho gráfico. Quem está cuidando disso?
Perna:
Eu tenho feito o trabalho gráfico desde o CD “One Of Them…”, já que há cinco anos que trabalho com criação e produção gráfica. No “Rebellion” apenas a capa da frente foi desenhada por um amigo nosso, o resto montei conforme era a temática do CD. Tenho feito algumas capas para outras bandas também… É difícil ficar fora do metal.

Dyna: E qual a diferença entre “Rebellion” e os álbuns anteriores?
Perna:
Talvez a única diferença é que agora todos tinham o mesmo pensamento e a mesma idéia na hora de compor. Acho que quando todos pensam apenas em tocar a coisa, fica mais fácil e o resultado final é melhor, coisa que há muitos anos não acontecia conosco.

Dyna: Qual a temática abordada pela banda nos dias de hoje?
Perna:
É uma continuação do “One of Them…”, pois agora falo sobre a parte da criação do homem pelos extraterrestres e a manipulação através da religião, pois até hoje o homem está preso a paradigmas e não procura a verdade. Está claro que não estamos sós no universo, agora cabe a quem governa o planeta mudar a história ou não e acho que eles não estão interessados.

Dyna: Houve algumas brigas nestes 15 anos de estrada. O que realmente aconteceu?
Perna:
Como eu lhe disse anteriormente, EU montei a banda junto com o Marcão. Nosso ex-batera, o Juma, simplesmente quis roubar a banda da gente, pois além de não gostar do estilo da banda queria fazer do Genocídio uma banda de metal moderno. Mas não conseguiu e fica falando que registrei a banda de sacanagem. Porra, ele foi o terceiro baterista a entrar e por mais que tenha feito muito pela banda não tem o direito de roubá-la. Imagina se o Jason tenta roubar o Metallica do Lars… É foda, não?

Dyna: Como está a relação com os ex-integrantes do grupo?
Perna:
Sem problema algum, pois eles acabaram vendo a verdade, pois só o tempo mostra a verdade.

Dyna: O Genocídio está com mais de 15 anos de estrada. Como você definiria esse caminho que a banda percorreu até aqui?
Perna:
Foi aos trancos e barrancos, mas rolou muita coisa boa nesse tempo. Conheci muitas pessoas legais e também acho que se não tivemos o sucesso merecido simplesmente porque na época as pessoas que estavam na banda não souberam agir certo, pois chance não faltou.

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite nº )

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