Baú da Dynamite: Holly Tree

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Holly Tree: Deus salve as árvores!
By Lílian Vituzzo

Há cerca de dez anos eles eram uma banda sem nome, tocavam com vários amigos apenas para passarem o tempo e se divertirem. O principal repertório dos meninos era Ramones e muito, muito punk rock. Alguns anos depois, Zé (estudante de rádio e TV), Tito (estudante de arquitetura) e George (formado em cinema) decidiram que fazer música era o que realmente queriam para a vida deles e não hesitaram em formar a banda Holly Tree, que está completando seis anos de amor ao punk rock.

No início do Holly Tree, eles gravaram uma demo que na época foi bastante importante para a divulgação do trabalho deles e, a partir disso, começaram a tocar em diversos festivais pelo país, inclusive abrindo shows para bandas como Vibrators, Buzzcocks, Marky Ramone, Oweers, UK Subs, etc. Também tiveram o privilégio de ficarem em turnê por São Francisco, Nova York e na Califórnia fazendo shows com Generators e Vanilla Muffins em consagradas casas como CBGB e Continental.

Foram três CDs gravados: o primeiro de 98 “Running out of Sense”, em janeiro de 2000 “Don’t Burst me” e em dezembro do mesmo ano lançaram o intitulado “Live in São Paulo City”, gravado no espaço Hangar 110, em São Paulo. Este último chegou a ser indicado como uma dos melhores do ano passado no Prêmio Dynamite. Agora, eles se preparam para o lançamento de seu quarto trabalho que será um tributo ao nostálgico punk-rock inglês da década de setenta.

As influências dos primeiros trabalhos do Holly Tree são atribuídas ao Ramones, Sex Pistols, Toy Dolls e algumas bandas californianas. “Hoje ouvimos muito mais as bandas inglesas da década de setenta e procuramos trazer de volta esse som”, declara George, vocalista e guitarrista.

O próximo CD da banda traz dezesseis músicas homenageando o punk rock clássico inglês representado por Buzzcocks, Stiff Little Fingers, X-Ray Specks, Carpettes, Damned, UK Subs, Vibrators, The Jam, Undertones, 999, The Boys, Sham 69, Chelsea, Eddie and the Hot Rods, Lurcers e Rezillos. “Estamos acreditando muito nesse trabalho, foi um projeto muito legal de se realizar. O que a gente quer é apresentar à molecada as bandas que iniciaram o punk-rock”, esclarece Tito, baixista/vocalista.

Todas as músicas dos CDs são cantadas em inglês e, pelo jeito, o trabalho da banda já chamou a atenção de importantes selos estrangeiros que já procuram o Holly Tree para uma futura negociação. Segundo Zé, baterista e vocalista, ele diz: “O espaço reservado ao punk rock é bem maior no exterior. Lá podemos obter um público bem maior que curte o nosso som, esse cenário aqui no Brasil tem pouca abertura até porque comercialmente não vale à pena”.

Em relação a trabalho, eles são bem profissionais e não gostam de serem chamados como a banda do Supla, como muitos os conhecem e o que os fez serem criticados por punks mais radicais. A verdadeira história é que Supla, Zé, George e Tito são grandes amigos, e, um dia, por brincadeira, resolveram tocar algumas músicas com Supla no estúdio. O resultado é que o Holly Tree gravou uns trabalhos para o CD “Charada Brasileiro” e a partir de todo o sucesso de Supla pós-Casa dos Artistas, o amigo os convidou para que fizessem alguns shows juntos. Até hoje, os meninos são chamados por ele para acompanhá-lo em seus shows, o que significa que a banda não parou mais de tocar. Apenas tentam conciliar o Supla com o Holly Tree.

Com o clipe “Stuffed” na MTV, dirigido por George, três CDs lançados e outro em fase de finalização (e que é a grande aposta da banda), inúmeras apresentações em programas musicais de rádio e televisão e extensa turnê de shows no Brasil e exterior, Zé, George e Tito declara: “Gostamos de fazer o que fazemos. Não queremos nem um pouco mudar a nossa história, até queremos ganhar muito dinheiro, mas sem mudar nada na gente e nem na nossa música”. E Tito finaliza: “Não somos uma banda de idiotas!”.

Pude acompanhar a fase de mixagem do novo CD do Holly Tree e comprovei que os fãs vão ganhar um autêntico acervo histórico do punk rock contendo versões criativas e sofisticadas. Os meninos estão trabalhando bastante em cada faixa do CD. Após o lançamento do álbum a banda inicia sua turnê e pretendem não parar mais! “Batalhamos pelo nosso público, não importa o tamanho dele. Quebramos qualquer barreira por isso”, George, referindo-se à parte comercial do trabalho.

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite nº 58)

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Rodrigo
Rodrigo
1 mês atrás

Qual é o Instagram do george, do , Zé e do Tito?