Baú da Dynamite: Pelebrói Não Sei

Confira também esta matéria em áudio!
Pelebrói Não Sei: “Os farsantes somos nós”
Por Cristiano Viteck

A espera foi de quase três anos. Mas valeu a pena porque “Aos Farsantes Com Carinho”, o novo disco da banda curitibana Pelebrói Não Sei, faz valer cada minuto que os fãs aguardaram para colocar os ouvidos neste que, desde já, é não somente um dos melhores discos de música independente de 2006, como também um dos maiores álbuns de punk rock lançados no Brasil nos últimos anos.

Os temas amor, loucura e morte, presentes nos dois primeiros discos da banda (“Positivamente Mórbido” e “Lágrimas Alcoólicas”), continuam presentes nas 14 faixas do novo álbum, só que agora de uma forma mais elaborada. Oneide Dee Diedrich (vocal), Paulo Svolenski (baixo), Joca Pelebrói (guitarra) e Guilherme (bateria) também estão mais afiados do que nunca.

Diferente do disco anterior, o qual a banda passou alguns dias gravando em São Paulo, desta vez o Pelebrói Não Sei optou por fazer tudo em Curitiba e com mais calma. “Gravar em Sampa foi bem legal, mas tínhamos o problema de logística e de grana. A cerveja lá é cara pra caralho! Gravar em Curitiba é mais sossegado, tivemos mais tempo de ensaio, rolou uma pequena pré-produção. Já sabíamos o que queríamos do estúdio, timbragem, arranjos, etc… Acho que o resultado final ficou bem legal”, explica o baixista Paulo Svolenski.

Confiante no alcance que o disco pode ter, o grupo também trabalha no primeiro clipe, que será da música “Sobre o Amor e Não Existir”. Ele será todo em animação e vai levar a assinatura do cartunista paranaense Benett, que também é o responsável por toda a arte gráfica do álbum “Aos Farsantes com Carinho”. “O clipe é mais um meio de divulgação, assim como a Internet”, argumenta Oneide Dee Diedrich, que revela que o Pelebrói Não Sei também estuda gravar o “MTV Apresenta”, a exemplo dos conterrâneos do Relespública.

Perguntado sobre o porquê do disco se chamar “Aos Farsantes com Carinho”, o vocalista responde que o disco é dedicado à própria banda. “É uma reação minha a tudo o que é um modismo ou parece forçado no rock, tudo que se parece com o Dinho Ouro Preto”, alfineta, para depois concluir que “eu me incluo neste conceito e até acho que sou o maior dos farsantes”.

Com relação às expectativas que a banda coloca neste novo trabalho, elas se relacionam apenas com o que de melhor as novas turnês têm a oferecer. “Estamos confiantes com este trabalho. Vamos arrebentar as músicas nos shows por aí”, prevê Guilherme. Já Oneide Deediedrich comenta que o Pelebrói Não Sei nunca trabalhou em cima de expectativas, o que talvez seja o segredo para o grupo estar junto até hoje. “É melhor curtir o momento. A expectativa, se tiver que ter alguma, é a diversão”.

E diversão é o que não vai faltar para os fãs. É o que garante a banda que, depois de tocar pelas principais capitais do país, promete levar o seu punk rock ao maior número possível de cidades e conquistar novos pelebrothers. Tudo com muito carinho, é claro.

(O texto completo você encontra na edição nº 90 da revista Dynamite.)

42700cookie-checkBaú da Dynamite: Pelebrói Não Sei
Adicionar aos favoritos o Link permanente.
0 0 votes
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments