Baú da Dynamite: The Maybees

Confira também esta matéria em áudio!
Entrevista realizada em Julho de 2001
By Rodrigo “Khall” Ramos

A banda Maybees vem se destacando cada vez mais no cenário independente. Mostra ainda que, quando se tem vontade, não é preciso ter uma grande gravadora por trás, para mostrar um ótimo trabalho a nível profissional. Seu segundo disco “PicturePerfect” é uma obra de arte pop, Ladies and Gentlemans, The Maybees…

Dynamite: Como você resumiria a trajetória da banda?
Vanessa Krongold:
Eu conheci o Mauro em Brasília, porque já tinha uma banda lá. Viemos pra São Paulo pra fazer faculdade… o Mauro fazia ECA, eu e os outros membros fazíamos ESPM. Então todo mundo se conheceu aí, começamos a tocar. Eu e o Habacuque levávamos músicas de outras bandas que a gente gostava e começamos a fazer algumas brincadeiras com o Mauro e ele começou a tocar com a gente. Então, ele mostrou umas músicas que tinha feito e a gente começou a tocar. A gente viu o Edu tocando baixo com um amigo nosso e falamos “vamos chamar ele pra tocar conosco”. Descolamos um baterista provisoriamente, pra gravar uma demo em 96. Mas como a gente ensaiava no estúdio do Marcelo que era o dono do nosso selo hoje, ele chamou a gente pra gravar um CD por ele. O primeiro saiu em 98 e lançamos agora o segundo em 2001.

Dyn: E quais as diferenças que você destacaria entre os dois CDs do Maybees?
Vanessa:
No nosso álbum de estréia a gente não tinha nenhuma experiência. Estúdio, então, nem tínhamos nem idéia do que fazer direito. A gente acabou enchendo o álbum de guitarras demais pra ter aquele recheio. Aos poucos os meninos foi percebendo que não precisava toda aquela barulheira por trás. Em termos de sonoridade acho que a principal característica de “PicturePerfect” é que tem momentos que você consegue distinguir bem o baixo e bateria. Em termos de qualidade técnica, o produtor é o mesmo, mas o técnico de som não. O novo técnico, sendo um baixista, conseguiu tirar um som legal e as guitarras também são barulhentas por cima. Fora isso, o fato de estarmos escutando coisas diferentes uns dos outros, esse novo saiu com uma cara mais heterogênea do que o primeiro.

Dyn: Vocês nunca receberam convites ou pressão pra cantar em português?
Vanessa:
Desde o primeiro disco toda entrevista tem que ter a pergunta obrigatória de “por que inglês?”, a gente já ouviu pessoas falando que nos lançariam se cantássemos em português, tem uns fãs que perguntam por e-mail, quando vamos fazer um disco em português e tal… Mas pressão direta mesmo não. Talvez a gente esteja se pressionando agora porque estamos ouvindo muita coisa em português e meio que pode fazer um pouco de sentido agora…

Dyn: E sendo difícil a estrada das bandas indie brasileiras, vocês já pensaram em sair do país?
Vanessa:
Acho que mais quando a gente começou mesmo… Mas agora a gente já criou raízes demais aqui, todo mundo tá com a vida estabelecida. Só o Falcão (bateria) que saiu agora, foi morar no Canadá. Mas a gente já arranjou outro, um amigo também da ESPM e esse tá afim de ficar por aqui (risos)…

Dyn: E com as suas participações com o Ira! e Pato Fu, você já pensou em fazer uma carreira paralela?
Vanessa:
Não e nem penso por enquanto, as coisas que acontecem a par da banda, não exclui minha vida com eles.

Capa do álbum PicturePerfect de 2001

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite 45 – Jul/2001)

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