Baú da Dynamite: Type O Negative

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Type O Negative – Entrevista por Jaisson Tatto

O Type o Negative foi uma das primeiras bandas a incorporar influências góticas com metal e fazer sucesso. Como vocês vêem hoje uma boa quantidade de grupos novos, principalmente europeus, trilhando esse caminho?
Peter: A gente fez o crossover. Não foi intencional, não saí tentando fazer a coisa soar gótico ou fazer qualquer coisa parecida. O lance é que se você toca alguma coisa devagar, romântica e depressiva, pessoal sai dizendo que é gótico. Mas a gente não teve intenções de fazer a coisa só pra sermos chamados de góticos. E a gente nem sabia que o pessoal iria chamar a gente de primeira banda que fez crossover de gótico com metal. Ah, sobre o que sinto a respeito de outras bandas… como é mesmo? (respirando fundo Peter aqui recitou) A imitação me deixa orgulhoso…

Porque vocês ficaram 3 anos sem lançar um álbum? Parece que a banda andou meio fora da cena. O que vocês fizeram em todo este tempo?
Kenny: Nós batemos a cabeça contra a parede tocando 5, 6 anos direto, lançamos 2 álbuns, a gente estava cansado. Um monte de coisas aconteceu. Nasceu minha filha, o Josh se casou com uma garota de 16 anos (risos), Johnny teve que vender seus carros e foi a falência (risos). A gente deu um tempo de tudo por uns 5 meses, só nos falávamos por telefone. A gente correu muito de um álbum pro outro, estávamos no meio do caos, tínhamos que voltar pra estrada rápido e a gente simplesmente decidiu que não queria fazer daquela maneira de novo.

Recentemente assisti o novo vídeo de vocês e vi que tem bastante cenas de vocês fora do palco, nas suas casas…
Kenny: Ih, meu… Os caras bateram na minha porta e quando abro dou de cara com uma equipe com câmeras, luzes, microfones e o caralho… Saí correndo pro meu quarto pra esconder cueca usada! (risos)
Peter: Aquilo estava que nem um episódio de “COPS”. Os caras nos seguiam em tudo que é canto. Davam chutes, falavam: “Levanta!” E a gente sendo gravado… (risos)

Sobre o Brasil… Esta turnê vai passar por lá?
Johnny: Esperamos que sim, mas não é nossa escolha, isto é entre promotores, gravadora, empresários. Tem que pintar promotores que queiram nos levar pro Brasil.

O que vocês podem falar sobre o novo álbum, comparando com os anteriores?
Kenny: Eu acho que o novo álbum tem muito mais trabalho e emoção do que os outros. Sem dúvidas eu creio que é o álbum mais honesto que a gente já fez.

Muita gente continua falando de você ter posado nu na PLAYGIRL, isto até deu mais fama à banda. Você posaria de novo?
Kenny: Ele vai posar sim, pra uma revista só pra homens (risos)
Peter: Se eu faria de novo? (pausa) …Não, realmente. Eu não creio que tenha sido uma boa decisão ter posado. Você sabe, isto trouxe uma boa atenção pra banda, mas sei lá… Foi por isso que a gente resolveu trocar de empresário, porque ele fazia as coisas como esta, sacrificando a integridade da banda e seus componentes, somente porque ele estava fazendo 20% em cima disto. Este mesmo cara me agendou em talk shows, como exemplo o do Jerry Springer (N. da R.: O programa do Jerry Springer é a maior baixaria e tem índices altíssimos de audiência). Eu nunca tinha assistido aquela merda, foi horrível, aí eu chego em casa e comecei a assistir e não acreditava que eu estava naquela merda de talk show.
Kenny: Sim ele pensava que iria participar do programa “Cozinhando pela TV” (risos)
Peter: Sei lá o que esperava! Este talk show foi uma puta duma armação, pois eles tinham os rockstars e os fãs. Os caras me prometeram que não teria nenhuma mulher que já transei envolvido na parte que eu iria aparecer, eu nem falei pra minha namorada do programa, ok? Eu caminho no palco, platéia lotada, câmeras gravando, tinha a minha cadeira, outra vazia e na terceira cadeira uma menina que transei em Chicago…
(Aqui eu, o Kenny e o Johnny não conseguíamos parar de rir. Peter contando a história foi muito engraçado, ficamos uns bons minutos rindo da situação. Kenny então não parou um segundo sequer em toda a entrevista de sacanear Peter que, na maior paciência, levava tudo na boa)
Peter: Aí uns 8 meses depois o programa foi ao ar e minha namorada assistiu….foi o round 2…

Uma mensagem aos fãs brasileiros?
Peter: Realmente espero ir tocar lá, o mais rápido possível e me ajeitem com uma mulher brasileira (risos)

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite nº 37 Set/2001)

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