Nesta semana teremos: Cláudio Roberto, Renato e Seus Blue Caps, Secos & Molhados, Tavito e Lanny

Confira também esta matéria em áudio!

Campanha para ajudar o compositor Cláudio Roberto, livro sobre Renato e Seus Blue Caps, discos promos de Secos & Molhados, o adeus de Tavito e Lanny interpretando Disney

O Arquivo do Rock Brasileiro, maior projeto multimeios já realizado no Brasil sobre o assunto, foi inaugurado em 2007 e realizou exposições em todas as regiões do país. O ARB está há alguns anos sem realizar eventos, mas se prepara para voltar às ruas, e este novo blogue é um primeiro passo. A pandemia pode atrasar nossas atividades mas não interrompê-las. (Falei bonito. né?) Como é nosso costume desde 2007, mantemos o foco principal nas origens do rock brazuca, dos anos 1950 a 1970, devido à amplitude do assunto.

“EU SÓ PENSO EM TE AJUDAR”: CAMPANHA PARA CLÁUDIO ROBERTO

Você pode não conhecer o cidadão Cláudio Roberto Andrade de Azeredo. Mas com toda certeza o conhece como o escritor e compositor Cláudio Roberto, parceiro de Raul Seixas em canções como “Maluco Beleza”, “Aluga-Se”, “Cowboy Fora da Lei”, “Quero Mais”, “Novo Aeon”, “O Dia Em Que A Terra Parou”, “Cantar” (desta, por sinal, tirei o título de meu livro sobre Raul)… Cláudio era amigo de Raul desde que este se mudou para o Rio de Janeiro na segunda metade dos anos 1960. Foi por meio de Cláudio que Raul conheceu sua (de Raul) terceira esposa, Tania Menna Barreto. E, embora parceiro um tanto tardio de Raul, Cláudio tem parcerias em oito de seus LPs de estúdio, mais do que Paulo Coelho, o mais famoso parceiro de Raul, em apenas cinco.

Pois bem, Cláudio Roberto necessita de ajuda financeira, e a merece. Daí que várias pessoas suas fãs organizaram um evento, o Festival Viva Claudete (sim, é assim que Raul o chamava). Aliás, um megaevento. Primeiro, anote a data: 10 de abril, às 19h (hora de Brasília) no canal Tocamusical do YouTube. Teremos nada menos (e até mais!) que o seguinte:

•    Shows de Mauro Ross (da banda Ecologia) e várias bandas-tributos a Raul: Banda Plact Zumm, Paranoia Banda, Cancerianos Sem Lar, além de Roberto Seixas, um dos poucos covers que o próprio Raul conheceu e aprovou (e com quem tive a honra de tocar em alguns eventos – no primeiro deles Raul ainda estava vivo e muita gente até pensou que Roberto fosse ele!), além de surpresas que se as contássemos deixariam de ser…
•    Sorteio de uma rifa com 300 números a 25 reais cada com belos prêmios, incluindo discos, livros, pôsteres e camisetas de Raul – veja na foto os prêmios e os detalhes de como participar e escolher seu número.

O Festival Viva Claudete tem patrocínio de entidades como o Raul Rock Club de Sylvio Passos e o programa Mosca Na Sopa de Gabriela Mousse. Você vai poder curtir o evento e ajudar Cláudio Roberto no conforto de sua casa ou apartamento esperando o fim da pandemia chegar…

“VEJA QUANTO LIVRO NA ESTANTE”: RENATO E SEUS BLUE CAPS

Poucas biografias musicais são tão detalhadas e informativas quanto Renato Barros, Um Mito! Uma Lenda! (Editora Nelpa, 2019), escrito e pesquisado por Lucinha Zanetti em parceria com o biografado, o saudoso Renato Barros, líder e guitarrista da banda Renato e Seus Blue Caps.

Mais que apenas “aquela banda da jovem guarda que gravava versões dos Beatles” e “a banda de rock com maior tempo de atividade ininterrupta comprovada em todo o mundo” (desde 1959 até agora, mesmo após o falecimento de Renato em 2020), a banda Renato e Seus Blue Caps foi das mais importantes para o rock brasileiro, inclusive com suas próprias composições (“Primeira Lágrima”, “Menina Feia”, “Não Me Diga Adeus”), gravações com outras pessoas (Wanderléa, Roberto Carlos, Jerry Adriani, Leno e Lilian), composições de Raul Seixas que lançaram (“Playboy”, “Sheila”, “Obrigado Pela Atenção”), canções lançadas por outrem (“Não Há Dinheiro Que Pague” por Roberto Carlos, “Devolva-Me” por Leno e Lilian), além de muitas curiosidades sobre a banda – como as saídas e voltas de Paulo César Barros, irmão de Renato e supercontrabaixista, por quê não existe DVD oficial da banda e Renato gravando com pseudônimos como Richard Brown e Richard Young e compondo novo hino para o Sport de Recife, a pedido do time. Pronto! – , correção de erros nos créditos dos discos, além de se lembrar ou descobrir que a banda gravou versões dos Troggs, Yardbirds, Shakers, Kim Fowley … Enfim, não falta informação em suas 644 páginas, a um preço sugerido justo, R$ 140, e você pode adquiri-lo nestes locais:

Amazon: https://amz.run/4KDU
Americanas: https://cutt.ly/1kRZipt
Casas Bahia: https://cutt.ly/BkRZTaJ
Mercado Livre: https://cutt.ly/jkRL7tp
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Submarino: https://cutt.ly/VkRZzlK
Um Livro: https://cutt.ly/PkRZwzZ

Podes baixar uma amostra do livro aqui: https://mailchi.mp/02a2e7097611/t066svqltb , além de uma sinopse: https://cutt.ly/gkRCfKe

E aqui temos entrevistas com Renato Barros para a elaboração do livro: encurtador.com.br/jAJO7

Visite também vídeos de shows do artista e entrevistas no canal do YouTube da autora do livro, Lucinha Zanetti: https://www.youtube.com/user/lmzanetti
Idem nas redes sociais: https://linktr.ee/Lucy1953
No Spotify: encurtador.com.br/iryL3 e encurtador.com.br/hyEZ8

A editora não tem o livro em estoque nem planos imediatos de reedição, mas pode-se falar com ela pelo whatsapp 55 11 950767513.

“COISAS QUE APRENDI NOS DISCOS”: LANÇAMENTOS E DESCOBERTAS

Alguns discos recentes de rock brasileiro que ouvi e recomendo. Por “recentes” entenda-se lançados nos últimos cinco anos; um lema meu é “nunca é tarde para boa música” (especialmente discos independentes), a exemplo de revistas/fanzines pioneiras da década de 1970 que me servem de exemplo como Who Put The Bomp, Trouser Press e nosso Boletim Wop-Bop; música nova ou “velha” é novidade para quem a descobre e, pelo menos em meu entender, para ser boa não depende de ser nova ou velha – velha não, antiga.

•    Lanny Gordin – Lanny’s Quartet & All Stars (Barravwnto, 2013)

Siiiim, é ele mesmo, Lanny Gordin (nasc. 1951), um dos melhores e mais ilustres guitarristas brasileiros de rock e MPB, a princípio famoso como participante em discos e shows de artistas os/as mais diversos, (incluindo Gal Costa, Caetano Veloso, Elis Regina, Hermeto Paschoal, Itamar Assumpção, Chico César e Jards Macalé), mas que só começou a lançar álbuns-solo no século 21. Inclusive, este de seu Lanny’s Quartet é, no momento em que escrevo, uma lacuna no Discogs. O disco é instrumental e inclui canjas de outras feras da guitarra de rock brasílica como Edgard Scandurra, Luiz Carlini, Frejat, Pepeu e Sérgio Dias, além de garantir lugar não só na história do rock brasileiro mas também de nosso jazz e meu livro (ora em preparo) sobre a Disney e a música brasileira, já que inclui “Someday My Prince Will Come”, do desenho Branca de Neve. O repertório inclui “Fly Me To The Moon”, “Preciso Aprender A Ser Só”, “Back In Bahia” e um improviso, “Free Com Scandurra”. E o Lanny’s Quartet inclui Fernando Moura nos teclados, Ronaldo Diamante no contrabaixo e Ricardo Mosca na bateria.

•    Tavito – Mineiro (Tratore, 2014)

Último disco deste grande compositor, cantor e violonista, de criatividade e competência que só a morte, por câncer, interrompeu, em 2019. Tavito e seu irmão de alma Zé Rodrix adoraram conhecer o Clube Caiubi de Compositores (do qual me honro como integrante da diretoria) a ponto de entrarem com tudo e muitas faixas deste disco terem parcerias ou participações de caiubistas como Léo Nogueira, Alexandre Lemos, Renata Pizi e o grupo Rossa Nova. Nos saraus do Caiubi Tavito sempre atendia a meus pedidos de minha faixa preferida deste disco, “Parece Quase Nada”, uma das composições inéditas; parte do disco é de canções antigas como “Sábado” de Fredera, companheiro de Tavito na banda Som Imaginário.

DO ACERVO DO ARB

No tempo em que o vinil era rei, o compacto de sete polegadas era príncipe, como entretenimento para pessoas jovens ou pouco abonadas e ferramenta promocional prática e objetiva. Aqui vão quatro exemplos de discos promocionais – especiais para rádios e imprensa, não para as lojas – dos Secos & Molhados como trio e depois de cada um de seus integrantes.

Secos & Molhados – promocional do segundo álbum, 1974 (o outro lado é “Voo”)

João Ricardo – promo do primeiro álbum-solo, 1975 (o outro lado é ”Salve-Se Quem Puder”)

Ney Matogrosso – compacto-duplo promocional do primeiro álbum-solo, trazendo quatro faixas em versões mais curtas; não confundir com o compacto simples de mesma capa e selo com outras duas faixas que acompanha o LP – 1975

Gerson Conrad – promo do primeiro álbum-solo, não contando o anterior em dupla com Zezé Motta (o outro lado ´”Depois Da Sessão De Cinema”)

Curiosidade adicional. Dois destes discos trazem obras do mesmo compositor, Paulinho Mendonça: as duas parcerias com Gerson Conrad e “Idade De Ouro”, parceria com Jorge Omar no disco de Ney, mas assinada como “Paulo Mendonça”. E, sim, Paulinho já é “da família” desde os tempos do Secos & Molhados, sendo co-autor de canções do repertório do grupo como “Delírio” e “Sangue Latino”.

“NO MAIS, ESTOU INDO EMBORA”

Pretendemos trazer nova coluna a cada quinze dias. Enviem suas críticas, sugestões e lembretes mais imediatas no espaço para comentários aí em baixo e fotos, gravações (em arquivos ou atalhos), pdfs e quetais para [criar e-mail para a coluna]. E até a próxima!

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