Entrevista com o escritor Marco André Briones

Confira também esta matéria em áudio!
Marco no show do David Gilmour no estádio do Palmeiras em 2015

Entrevistamos o escritor especializado em rock: Marco André Briones, aos 53 anos, ele que morou no exterior e assistiu grandes artistas, tendo a felicidade de estar no Rock in Rio de 1985 (o primeiro), com isso, ele escreveu obras falando sobre álbuns clássicos, ele que além de escritor, exerce as funções de professor, tradutor (inglês e francês) e fotografo, confiram:

Fale de sua paixão pelo rock?
De maneira resumida, começou quando descobri os Beatles em 1977. Depois assistir o meu primeiro show de rock em 1983, quando o Kiss se apresentou no Maracanã.
Descobri Led Zeppelin, Queen, Rush, Iron Maiden, Whitesnake, Yes, Pink Floyd, Genesis, etc. 
Sempre procurei acompanhar as trajetórias de minhas bandas favoritas.
Consegui encontrar alguns de meus ídolos pessoalmente, como membros do The Police, Genesis, Marillion, Deep Purple e etc.
Continuo tão apaixonado pelo rock quanto no passado. Sou um eterno fã.

Conte sobre os shows que assistiu no exterior.
O primeiro show que assisti no exterior foi o do Kiss em 1992 no País de Gales.
Assisti também o Genesis em Paris em 1992, que foi extraordinário, senti como se estivesse dentro de um vídeo – clipe.
Outros shows que assistir em Paris durante o período em que morei lá foram os seguintes: Bo Didley, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Ringo Starr, Black Sabbath (com Dio), B.B King, Duran Duran, Fish, Sting.
Van Halen, com Sammy Hagar nos vocais. Uma noite inesquecível, com a banda tocando em altíssimo volume e de forma brilhante, Peter Gabriel, um dos melhores da minha vida, um dos vocalistas mais carismáticos de todos os tempos. Sade, Elton John, U2, na tour ZOO TV, que foi sensacional, realmente algo futurista e visionário. Inesquecível!
Jean Michel Jarre em frente ao Palácio de Versalhes (também impressionante).
Paul McCartney, Deep Purple (com a formação clássica Gillan/Blackmore/Glover/Lord/Paice). Um show maravilhoso e com um volume ensurdecedor, fiquei meio surdo durante alguns dias após o show.
Tears for Fears, Marillion, Phil Collins, Whitesnake e o mais incrível de todos: Pink Floyd tour do Division Bell. O show ocorreu nos jardins do Chateau de Chantilly. Eu o assisti na primeira fileira e vi o Gilmour entrar e colocar a Strato vermelha no pescoço e começar a tocar “SHine on You Crazy Diamond”. Imortal!

3) Resuma um pouco os seus livros.
Em cada um deles eu conto as origens do álbum, analiso detalhadamente faixa a faixa e falo sobre o legado deixado pelo álbum.
Os trabalhos escolhidos foram os mais especiais em minha vida, um de cada banda, sem repetição. Muitas vezes o álbum escolhido não é o mais famoso, mas é especial para mim e muitas outras pessoas também.

4) Quais as bandas que mais escuta e estilos que mais gosta?
Isso vai de fase a fase. Tem épocas que ouço muito rock progressivo, em outras, mais som pesado, dependendo muito do humor e momento pelo qual estou passando.
Não ouço apenas rock, curto muito jazz, blues, música instrumental e trilhas sonoras de filmes também.

5) O que tem a dizer sobre o brasileiro consumir poucos livros?
Infelizmente isso é verdade. Não há uma cultura no Brasil que estimule ou valorize a leitura, que sempre é vista como algo chato ou que só deve ser feito quando se é obrigado na escola pelo professor. Praticamente não existem leitores regulares no Brasil.
A quantidade de livros lida por habitante por ano é ínfima. Eu sou um consumidor voraz de livros, lendo sempre, todos os dias, sobre assuntos diferentes, uma das melhores atividades de lazer e de entretenimento que conheço, juntamente com a música. 
Meus livros publicados são uma tentativa de fazer com que as pessoas que curtem música se aproximem da leitura, sentindo esse grande prazer, lendo sobre temas de seu interesse.

6) Em relação a bandas usarem a música para expor ideias políticas e religiosas, o que tem a dizer?
Eu aceito, desde que não seja algo muito forçado, sem querer doutrinar a plateia. Acho que personagens como o Roger Waters exageraram muito em sua militância em shows. Acho que o U2 também acabou ficando muito desagradável pelo mesmo motivo. Ninguém gosta de pregação ou de ficar ouvindo sermão. Se a mensagem política ou religiosa for dentro de um contexto, sem exageros, acho tolerável.
Precisamos lembrar que música e, particularmente o rock and roll é entretenimento, não doutrinação ou militância política.

Suas obras e onde encontrar?
O link geral para todos os livros é o seguinte:
https://www.amazon.com.br/kindle-dbs/entity/author/B08VHJKQYL?ref_=dbs_p_ebk_r00_abau_000000

Os títulos são os seguintes:
Desvendando “The Joshua Tree” do U2
Desvendando “Permanent Waves” do Rush
Desvendando “Synchronicity” do The Police
Desvendando “Made in Japan” do Deep Purple
Desvendando “Clutching at Straws” do Marillion
Desvendando “A Trick of the Tail” do Genesis
Desvendando “1984” do Van Halen
Desvendando “The Seeds of Love” do Tears for Fears
Desvendando o “Álbum Branco” dos Beatles
Desvendando “Paranoid” do Black Sabbath

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