Monster of Rock 2013: A Força do New Metal

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O dia começa com a banda Project 46. Infelizmente estava vazio para a banda que se esforçou bastante para mostrar seu trabalho. O metalcore era típico para aquele dia; com suas letras cantadas em português, chegaram a levantar quem estava próximo da grade; Gojira, a banda francesa, foi admirada pela sua técnica; para muitos, erraram demais em ter colocado esse grupo tão cedo; os poucos presentes aplaudiram o som no estilo death melódico; e muitos já esperavam uma apresentação única da banda, que em 45 minutos, tocou com raiva. Destaque para a música “The Axe”.


Hatebreed entrou e o calor estava começando a ficar insuportável; muita gente sem camisa; o vocalista não ligou para a temperatura e, colocou toda raiva para fora. O baixista se acidentou e não veio a São Paulo; então, no seu lugar, Mike D’Antonio, do Killswitch Engage foi chamado. A banda executou 12 músicas. Destaque para “To the Threshold” e “Destroy Everything”, além da participação de Andreas do Sepultura que tocou Refused/Resist, junto com o grupo. Show rápido, bem ao estilo dos fãs.

Agora, era a vez do Killswitch Engage o local começava a lotar de verdade, impossibilitando se aproximar do palco a quem chegasse naquele horário; Jesse Leach, o vocal da banda, mostrou-se simpático o show inteiro; mesmo assim, imaginei que, ao vivo, o grupo fosse mais pesado; o guitarrista falava um monte de coisa nada a ver – acho que ele estava literalmente muito louco…além do som estar muito alto. Destaque para as músicas: “You Dont Bleed for Me”,
“Vide Infra” e “The Hell in Me”; fecharam com “In Due Time”. Numa opinião particular, o grande monstro da banda é o baterista Justin Foley, pela vontade que toca o seu instrumento.

Arquivo: Banda Korn


Para ser sincero, sempre achei o Limp Bizkit, uma banda mais ligada ao rap e a música eletrônica do que com o rock. O vocalista, Fred Durst é endiabrado, não para um minuto, se mexendo o show inteiro, ou falando sem parar – mas ele consegue agitar. O guitarrista, Wes Borland, é um show a parte com sua roupa futurista estilo Os Jetsons. O grupo atiçava o público com solos de Metallica, Megadeth, Guns N’Roses, e covers de Nirvana e Rage Agaisnt Machine (esse ficou bem legal); agora por quê “cazzo” que ele cantou um cover do George Michael? Apesar das mulheres terem gostado, foi totalmente incabível; mas o meu cover favorito foi logo na abertura: “Thieves”, da magnífica banda Ministry; músicas próprias que mais agitaram foram: “Rollin” e “Hot Dog”; percebe-se que o álbum favorito dos fãs, é o “Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water”. O povo sentiu falta de “Behind Blue Eyes”. A banda apresentou doze músicas.

Korn era muito esperado, confesso que há dez anos tive o desprazer de entrevistar Jonathan Davis, o
líder da banda, e achei o mesmo antipático na coletiva e no show realizado no Credicard Hall; mas parece que ele está mais simpático, a banda tem hits demais, e quase todos eram cantados pelos fãs: “Here to Stay”, “Y’all Want a
Single”, “Blind”, “Twist”, “Falling Away from Me”, “ADIDAS” e “Alone I Break”; Andreas novamente aparece, agora acompanhado de Derrick e presenteiam o público com “Roots Bloody Roots”; as últimas músicas foram: “Got to the
Life” e “Freak on a Leash”. Num total de 14 músicas.


Atração do festival, Slipknot, foi incumbido de fechar. Ao contrário do Limp Bizkit e do Korn, que são exclusivos para fãs e conhecedores do estilo, o Slipknot já deixou seu legado, pois além da geração new metal, os amantes de
música pesada adotaram a banda. Apesar de muito componentes, a figura do vocalista, Corey Taylor, é muito forte; antes de começar a escrever, vou afirmar que é bonito como a banda se lembra do falecido baixista Paul Grey – ele
foi muito homenageado em “Duality”; não vi baixista no palco, o que a banda fez, não sei? Quero saber por que não tocaram “Vermillion” e “My Plague”. Quem já assistiu, sabe como eles são performáticos. O pano cai e começa o
show; a noite esfria, parecia que tudo acontecia para diferenciar a banda dos outros grupos. Muitos fogos durante a apresentação, e agito sem parar com: “Disasterpiece”, “Liberate”, “Wait and Bleed”, “The Heretic Anthen”, “The Pulse
of the Maggots” e “Spit it Out”; fecharam com “Surfacing”. Todos esperaram a bateria girando como aconteceu no Rock in Rio de 2011, mas não aconteceu; novamente, devo parabenizar a banda, que teve o poder de fazer quase todos os 30.000 presentes abaixarem e pularem quando a banda pediu. Quero ressaltar a competência dos percursionistas Chris e Shaw, que talvez passem despercebidos para alguns, mas são a alma da banda.

História extraída do livro: Os Festivais de Rock.

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