Quatro Grandes Shows no Brasil realizados em 2009

Confira também esta matéria em áudio!

Sisters Of Mercy – Via Funchal – São Paulo   06/06/2009

Pela terceira vez o Sisters of Mercy tocou em São Paulo. Quem assistiu o primeiro show em 1990 afirma que foi fantástico, afinal a banda estava no auge, já que contava com três albuns de sucesso, são eles: First and Last and Always – (1985); Floodland – (1987); Vision Thing – (1990). Ao retornar ao país em 2006 a expectativa foi enorme, mas o show não agradou.

Em 2009, é anunciada mais uma turnê pelo país, será que dessa vez o show vai ser bom?

Dois dias antes a empresa Top Link organizou uma festa no Manifesto Bar, onde os fãs e os convidados teriam o prazer de assistir a um pocket show, e alguns conseguiram pegar autógrafos com o vocalista – fundador (e único remanescente da formação original) Andrew Eldritch. Claro que o Sr. Eldritch não teve muita paciencia de autografar para todos.

Em relação ao show, foi muito bom, sentimos que rolava um playback, mas para ser sincero a galera pega muito no pé do Sisters: reclamam da performance, da fumaça, da voz… Enfim, deixe a banda tocar!

Vamos ao show principal! O Via Funchal recebeu um bom público, que era dividido entre góticos, heavys e roqueiros em geral. Novamente foi anunciado que não teriamos o telão (mesma palhaçada de 2006), quem foi encarregado de abrir o show foi a banda Hybria, que eu sinceramente não posso falar nada pois não assisti ao show, mesmo assim posso afirmar que a maioria das pessoas disseram não gostar da apresentação.

Sem dúvida nenhuma o Sisters of Mercy – gostem ou não da banda – já escreveu seu nome na história do rock, já que percebiamos o número de fãs que colocam a banda como a principal de suas vidas. Eles que já tiveram o músico Wayne Hussey (The Mission) e a cantora Patricia Morrison.

O show começa com a musica “Crash and Burn”, mas a galera começa a se empolgar com a execução de “Alice”. Para o meu gosto as melhores canções foram “Dominion/Mother Russia” e “Lucretia my Reflection”. Mas o público delirou mesmo com “Marian” e “This Corrosion”.

Ao contrário do outro show, eles desfilaram clássicos, foi prazeroso ouvir “Vision Thing”, “First and Last and Always”, “Anaconda”, “Ribbons”, “Flood I” e “Flood II”, e fecharam o show com “Temple of Love”.

No total foram tocadas vinte músicas. A banda chegou a parar duas vezes, e retornou para delirio da plateia. Talvez a única música que senti falta foi “More”. Foi um grande show que apagou a imagem deixada de 2006, claro que alguns reclamaram já que o Sisters possui uma leva de fãs muito crítica.


Por Adriano Coelho

Heaven & Hell – Credicard Hall – São Paulo   15/05/2009

Existem coisas na vida que são para sempre, seja no esporte, no cinema, na historia e principalmente no rock, já que algumas bandas deixam seu legado eternamente, quer saber por quê? Eu assisti essa mesma formação, há exatamente 17 anos, em 1992, e já naquela época, eles eram uma lenda, e isso não morreu! O BLACK SABBATH, é eterno! Prova disso é que na estação de trem, tinha um garoto de Curitiba e outro de Pirassununga, que vieram de suas respectivas cidades, com a roupa do corpo, simplesmente para assistir os mestres.

Pessoas chegando, adrenalina a milhão, o público predominante masculino, que variava de adolescentes a homens com quase 50 anos. Surgiu um boato que o show começaria às 21h30, motivo pelo qual a casa começou a lotar cedo, expectativa para receber a banda era muita. No som mecânico temos Iron Maiden, que como sempre é bem recebido pela galera rock. Agora preciso falar o que aconteceu quando anunciaram no telão os shows do Exaltasamba e Bruno e Marrone (Que tocariam nas semanas seguintes): as vaias foram maiores do que os aplausos para o Heaven & Hell.

Aos poucos a banda começa aparecer, Ronnie James Dio e Tony Iommi surgem do nada, até que o time se completa, o palco tinha uma decoração que parecia um portão de castelo. Antes de começar a falar do show tenho que ressaltar algumas coisas, o som não estava bom, pois estava alto demais. A voz do Dio também falhou, não por culpa dele, e sim de quem estava na mesa.

A apresentação começa com “E5150”, mas a sensação foi quando eles executaram “Mob Rules”, e na sequencia um dos maiores clássicos da banda “Children of the Sea”, depois vieram “I”, “Bible Black” e “Time Machine” – causando mais alvoroço do que eu esperava – ela que faz parte do álbum Dehumanizer, lembrei novamente do show em 1992, quando eles faziam a turnê do disco.

Em seguida Vinny Appice, começou com um solo, para ser sincero não sou chegado em solos, mas o dele teve um destaque: nas laterais da batera, tinha uns tons, um em cada lado, acima da cabeça de Vinny, depois do solo ele empurrou os tons para longe.

A próxima foi “Fear”, seguido de “Falling off the Edge of the World” e “Follow the Tears”. “Die Young” teve solo especial de Tony Iommi. Agora um grande momento: a música “Heaven and Hell” foi cantada em uníssono, chegando a emocionar da forma como ela foi executada pela banda e cantada pelos fãs, foram 15 minutos de emoção.

A banda se despede, mas, claro que eles voltam, e tocam “Country Girls” e fecham com “Neon Nights” de forma magistral, como viram o primeiro trabalho de Black Sabbath com Dio, que tem o nome de Heaven & Hell, teve destaque no show.

Conclusões finais: Dizem que o show de sábado foi melhor, e também muito cheio, em Brasília alegaram que não houve muita empolgação por parte do público (foi o que me falaram).

Melhor ainda é que a galera gritava Black Sabbath e não Heaven & Hell, da mesma forma que no show do The Doors, gritaram Doors e não Riders on the Storm, já que o público não tem nada a ver com problemas judiciais.

Como sempre é muito bom assistir ao Black Sabbath, seja com Dio ou com Ozzy; Assim como o Dio pode vir com Sabbath, Rainbow ou até mesmo em carreira solo, ele sempre será bem vindo!

KISS – Arena Anhembi – São Paulo   07/04/2009

Posso afirmar que o Kiss é um dos maiores divisores de água de todos os tempos. Algumas pessoas odeiam, pois acham que a banda é só “imagem”. No entanto, muitos adoram, chegando afirmar que eles são a maior banda de Hard Rock de todos os tempos. Independente de gostar ou não, todos são obrigados a concordar que suas performances são fantásticas e que não existe quem no fundo não tenha a curiosidade de assistir os “quatro cavaleiros do apocalipse”.

A banda se apresentou pela primeira vez em terras brasileiras em 1983. Naquela época, eles contavam com o já falecido baterista Eric Carr (o melhor baterista que a banda já teve). Depois eles voltariam em 1994 (sem as máscaras) e em 1999 na turnê do álbum Psycho Circus, onde foram distribuídos óculos 3D.

Mas confesso que agora foi tudo: adrenalina, músicas, produção e principalmente o carisma de Paul Stanley com o público. A agitação era tanta que, na Galeria do Rock, camisetas do Kiss eram vendidas como água. Desde crianças de nove anos até senhores de 60 anos, todos prestigiavam os 35 anos da banda nova iorquina.

Terça-feira não é um dia propício para um show de rock. O trânsito caótico é um grande inimigo. Mas o que era engraçado era ver o número de pessoas chegando com os rostos estampados com as pinturas do Kiss. Era cômico demais no meio do trânsito você olhar para o lado e avistar pessoas pintadas. Segundo informações, 38 mil pagantes compareceram ao espetáculo.

Antes de começar a comentar o show, vou falar de um fato engraçado: na área reservada para os cadeirantes, surge a figura de Sabrina Sato do Pânico (Rede TV), com uma tanga e fazendo poses… não preciso falar quantos flashs foram em direção às suas nádegas.

Quem foi encarregado de abrir o show foram os paulistanos do Dr. Sin. E como sempre eles exibiram muita técnica. A música que levantou foi “Futebol, Mulher e Rock n Roll”.

Antes de começar o show do Kiss, éramos agraciados com clássicos do Rock. O som parou quando estava rolando The Who e caiu uma bandeira do Kiss: o espetáculo começou! O show foi praticamente todo o Alive I. De cara eles abriram com duas músicas do primeiro álbum, são elas: “Deuce” e “Strutter”. Para encurtar a matéria, do Alive I, eles apenas não tocaram “Firehouse”, “C’Mon and Love Me” e “Rock Botton”.

Paul Stanley conversava com o público e brincava. Além disso, chegou a anunciar que ainda tocariam no Rio, Lima e Caracas. O palco estava maravilhoso: várias caixas de som enfeitavam o visual, além de muitos fogos. Um dos momentos mágicos foi durante um solo de batera de Eric Singer (que particularmente achei chato): o instrumento começou a levitar e soltar fumaças. A música que encerrou o primeiro tempo foi a clássica “Rock n Roll All Nite”, com bastante papel picado sendo lançado na pista VIP.

A banda se despede, mas sabíamos que eles voltariam. Ainda tivemos o prazer de ouvir “Shout it Out Loud”, “Lick it Up”, “I Love it Loud” – onde Gene Simmons começou a cuspir sangue e foi levantado por um cabo de aço enquanto cantava. Depois veio “I Was Made for Lovin’ You”. No momento de “Love Gun’, Paul Stanley apoiou num tipo de teleférico e simplesmente foi transferido para o meio do público. Não é possível explicar a sensação que isso causou na galera! Para fechar mandaram “Detroit Rock City”. 

Quando todos caminhavam para a saída, no som mecânico, escutávamos “God Gave Rock n Roll”. Durante o show, Stanley fez um solo da “Stairway to Heaven” (Led Zeppelin) e chegou a quebrar uma guitarra. Em relação à participação de Tommy Thayer (substituto de Ace Frehley), parecia apenas um coadjuvante, já que não fez nada que o destaca-se e quase não aparecia no telão.

Resumindo, é quase impossível alguém não ter gostado do show. Senti falta de algumas músicas como “Calling Dr. Love” e “Beth”, mas isso é apenas um detalhe.


por Adriano Coelho

Iron Maiden – Estádio Mané Garrincha – Brasília   20/03/2009

 Às vezes é engraçado o que o Iron Maiden se tornou no Brasil. Lembro como se fosse hoje o início dos anos de 1980, quando comprávamos álbuns de figurinhas de rock, tínhamos a disposição dinossauros como: Kiss, Nazareth, Tygers of Pan Tang, Judas Priest entre outros, mas o Iron Maiden era a mais cobiçada, ou seja, a banda caiu nas graças dos brasileiros.

O Iron só deu as caras no Brasil em 1985 no festival Rock in Rio, depois eles apareceriam em 1992, 1996 e 1998 (ambas com Blaze Bayley), 2001 – Novamente no Rock in Rio, 2004, 2008 e por incrível que pareça em 2009; mas dessa vez com uma novidade, alguns estados teriam pela primeira vez a felicidade de assistir ao espetáculo da Donzela de Ferro, o Distrito Federal foi um deles.

Sexta dia 20, o tempo estava ótimo. A circulação na rodoviária de pessoas chegando do Mato Grosso, Goiás entre outros estados era grande. Desta vez o povo brasiliense não precisou aparecer em São Paulo ou Rio de Janeiro.

Cerca de 25 mil pessoas compareceram. O público foi bem comportado, tirando os babacas que urinavam ao ar livre como nada se fosse, não respeitando o bom numero de mulheres presentes no evento.

Quem foi encarregada de abrir o espetáculo foi a filha de Steve Harris, Lauren Harris, mas com todo respeito, ela é muito ruim! Eu já havia visto o show dela uma vez; posso afirmar que é sem condição, parece High School Music, foram 30 minutos de tormento.

Ás 21h10, as luzes são apagadas, o delírio é total, no telão aparecem cenas do avião do Iron Maiden, a turnê Somewhere Back in Time está em Brasília. Com um discurso de Winston Churchill [ex-Primeiro Ministro do Reino Unido], Iron Maiden entra em cena com “Aces High”.

A decoração do palco é baseada justamente no disco Powerslave [no qual a faixa “Aces High” está inclusa]. Em seguida é a vez da fase Paul Di’Anno, eles tocam na sequência “Wratchild” e “Phanton of Opera”, entre as duas rolou a segunda faixa do The Number Of The Beast, “Children of the Damned”. Depois era vez do disco Piece of Mind, e eles tocam “The Trooper”.

Mr. Bruce Dickinson faz uma satira ao show da cantora Liza Minneli, que se apresentaria no dia seguinte na cidade. Estava faltando músicas do Somewhere in Time e eles tocaram “Wasted Years”, depois voltam para Powerslave ao executar “The Rime of Ancient Mariner”, com muita fumaça no palco e em seguida a própria “Powerslave”.

A presença de Steve Harris é fantástica e carismática, os guitarristas Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers fazem um show a parte! Não gente, não esqueci Nicko McBrain, ele que além de castigar os bumbos, faz o seu show com as suas caretas.

Voltando ao show a banda toca uma sequência de discos diferentes, sendo duas do The Number of the Beast, elas são: “Run to the Hills” e “Hallowed be the Name”. Depois vem “Fear of the Dark” e “Iron Maiden” – essa com direito à mascote Eddie com o visual da época Somewhere quem já teve o prazer de assistir o espetaculo sete vezes, como eu, sabe bem que o Iron sabe o que faz.

A banda se despede, fica aquele clima de volta ou não volta, eles retornam e fecham com “The Number of the Beast”, “The Evil That Man Do” e “Sanctuary”. Não preciso ficar afirmando que o show foi bom, vocês sentiram isso lendo. O que posso concluir é que o Iron nunca faz show ruim, talvez não tão bom.


 


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