Saindo aos poucos do estado pandêmico (que ainda existe), o mundo ensaia uma volta ao normal – e a noite paulistana vê ressurgir baladas incríveis e já clássicas, como o projeto Grind e o open bar do clube Outs (plus: Lollapalooza BR 2022 e mais…)

Confira também esta matéria em áudio!

As mulheres GATAS e EMPODERADAS continuam DOMINANDO a cultura pop e o atual momento pró feminismo do blog zapper: a ex-cantora teen americana (e agora roqueira de responsa) Miley Cyrus (acima) é uma das headliners do festival Lollapalooza BR 2022; já a lindeusa Palloma Freitas (abaixo) é a nossa incrível musa rocker desta edição, sendo que ela estará hoje pelo baixo Augusta SP, na reinauguração do open bar do clube Outs

O MUNDO PÓS PANDEMIA AMEAÇA COMEÇAR A VOLTAR MINIMAMENTE AO NORMAL – E COM ELE AS BALADAS NOTURNAS QUE NÓS AMAMMOS TAMBÉM ESTÃO DE VOLTA, COMO O PROJETO GRIND E O OPEN BAR INFERNAL DO CLUBE OUTS SP

Mais de um ano e meio após o seu início (aqui no Brasil, em março de 2020), a pandemia de Covid ainda NÃO chegou ao fim e segue desafiando a ciência, a medicina e os governos do mundo todo. Sim, graças ao avanço da vacinação em massa, esse estado pandêmico finalmente começa a dar sinais de que está por acabar – ou, ao menos, diminuir consideravelmente. Isso faz com que tudo comece a voltar também minimamente ao normal: a economia retoma seu ritmo, as pessoas voltam às ruas para trabalhar, alunos de todas as idades igualmente estão retornando às aulas presenciais em suas instituições de ensino e, claro, o setor CULTURAL e de ENTRETENIMENTO (um dos que mais sofreu durante a pandemia) igualmente começa finalmente a sair da letargia restritiva na qual foi obrigado a mergulhar por quase 20 meses, ocasionando falências e demissões sem fim e sem precedentes em uma das áreas mais impactadas pela crise sanitária global.

Assim, bares, restaurantes, feiras e eventos, cinemas, teatros, shows e festivais musicais começam a funcionar novamente e começam a ver uma luz no final do túnel, após meses de escuridão total. E um dos setores que mais sofreu dentro da já mega sofrida área de entretenimento, o de BALADAS NOTURNAS, finalmente também está conseguindo ressurgir. Na capital paulista, onde muitas casas noturnas (com shows ao vivo ou apenas discotecagens) não resistiram a interrupção prolongada de suas atividades e encerraram de vez suas atividades, a vida nas noites e madrugadas vai, aos poucos, voltando a respirar. E quem conseguiu se manter vivo mesmo com tantas restrições de público e funcionamento ao longo de meses a fio, agora finalmente vê chegar o aguardado momento do retorno total e triunfal. Com 100% da população adulta imunizada com pelo menos uma dose de vacina anti Covid, a cidade de São Paulo reabre novamente espaço para a turma que não vive sem uma ótima balada nas noites sem fim. E para essa turma as baladas vão reocupando seu espaço de direito e altamente necessário. Dentre estas, duas das mais animadas e já clássicas estão reinaugurando suas atividades de forma oficial: o open bar do clube Outs, na rua Augusta, e a domingueira rock mais lendária do Brasil, o projeto Grind, que também está de volta ao seu lar original, o clube lgbtqia ALoka, localizado na rua Frei Caneca. E o blog zapper foi conferir pessoalmente o que estes dois símbolos da noite em Sampa, agora de volta e renovados, pretendem oferecer aos seus novos e antigos frequentadores. Vem com a gente nessa “balada”!

GRIND, A DOMINGUEIRA ROCKNROLL MAIS LENDÁRIA DO BRASIL E COM MAIS DE DUAS DÉCADAS DE EXISTÊNCIA, VOLTA AO SEU LAR ORIGINAL, O CLUBE ALOKA SP

Por Humberto Finaski Finatti

Foi na noite de ontem, domingão sacal como sempre – e ao menos chuvoso e com clima ameno. Saí de casa 10 da noite. E refiz um percurso, no baixo Augusta SP, que achei que nunca mais iria refazer: ao chegar na esquina da rua Peixoto Gomide, dobrei à direita em direção à mesma (cortando por dentro do posto de gasolina que fica ali, como sempre fiz) e avancei pelo seu primeiro quarteirão, que estava bastante animado – e com uma viatura policial parada mele, o que dava uma melhor sensação de segurança.

Ao final do quarteirão tudo realmente começou a me soar MUITO familiar novamente, e um FILME mental começou a se desenrolar diante dos meus olhos algo já vincados pelo tempo (o esquerdo já está ótimo novamente; o direito ainda precisa ser operado da catarata que embaça a visão dele). Novamente dobrei à direita e subi alguns poucos metros pela rua Frei Caneca (ou popularmente conhecida como GAY Caneca, rsrs). Do outro lado da rua havia outra viatura policial parada, o que mais uma vez aumentou a sensação de tranquilidade (esclarecendo: nunca fui fã de de maneira alguma da PM truculenta e racista que faz parte dos maus integrantes que compõem a corporação, especialmente em São Paulo. Mas sempre terei sim apreço pela PM CORRETA e que presta com excelência o serviço que deve prestar, o de PROTEGER o cidadão contra a violência urbana e a criminalidade; afinal para isso a força policial é paga com o NOSSO dinheiro, via impostos).

E foi então que, após andar alguns passos, me vi diante daquela fachada, repaginada e renovada. Sim, lá estava o velho jornalista novamente diante da entrada do clube lgbtqi A Loka (agora grafado com k, em substituição ao antigo c, o que não altera em nada a pronúncia do nome), um dos símbolos MÁXIMOS do prazer, do hedonismo, da felicidade e da diversão noturna paulistana quase sem fim. Uma diversão da qual todos nós ficamos privados por mais de um ano e meio de pandemia severa. E que agora, felizmente e graças ao avanço da imunização coletiva (através de VACINAS e da CIÊNCIA, não de cloroquina e ivermectina no rabo e à força, como desejava e ainda deseja o genocida e negacionista boçal que ocupa a presidência do país), parece sim estar voltando aos poucos e ao seu ritmo normal. E sim, todos nós precisamos dessa alegria de viver a noite, inclusive este quase “idoso” jornalista, rsrs. Afinal, aos 5.8 de existência, eu talvez ainda esteja um pouco jovem demais para fenecer. E talvez nem esteja tão velho afinal de contas, que não possa continuar indo, esporadicamente, nas ótimas baladas noturnas que estão voltando finalmente com tudo. E não, não quero prolongar minha adolescência ad eternum, ela já se foi há muito tempo. Mas ontem me senti novamente um “xófem” diante de um parque de diversões noturno. E sempre que possível, irei querer me divertir neste e em outros “parques” noturnos (como o clube Outs por exemplo, que também volta com pista e seu open bar infernal e imbatível hoje à noite).

Eu estava ansioso para entrar. E quando o fiz, velhinho emotivo que me tornei, confesso: me emocionei e algumas lágrimas ameaçaram me descer pelo rosto.

A renovada A Loka, que acabou de ser reinaugurada, passou por uma reforma e tanto. Está com um visual mais moderno, clean e comportado, podemos dizer (o espaço antigo e que foi inaugurado em 1995, possuía itens de decoração bem LOKOS, sem dúvida, como uma CADEIRA DE FERRO de TORTURA, como se pertencesse a uma MASMORRA medieval onde se desenvolviam performances para os fãs da confraria goth e sado masoquista, uma turma que sempre foi um dos públicos alvo da primeira versão do clube, em seu auge). Mas se o local perdeu os itens exóticos da decoração antiga, GANHOU em agilidade e ESPAÇO: os ambientes da PISTA de dança e do BAR estão bem mais amplos, o que facilita a circulação dos frequentadores. O lounge, no segundo andar, também teve todos os seus espaços ampliados e há uma área aberta (e sem teto) para fumantes. E dois MONUMENTOS da antiga Loca foram mantidos: o palquinho na pista (agora, no lugar onde era a cabine de som dos djs, que foi transferida e melhorada para o outro lado do salão) e o DARK ROOM no andar superior (ah, aquele dark room… quantas TREPADAS improvisadas o autor deste post deu ali… rsrs).

E fui lá especificamente ontem porque era a noite do Grind, o já mega clássico projeto tocado há mais de 20 anos pelo produtor cultural e super dj André Pomba, meu MOZÃO eterno, ahahahaha. Me senti como nos primórdios da domingueira rock mais famosa e badalada do Brasil, quando ela começou em 1998 (lá se vão 23 anos!), como uma matiné dominical, e que funcionava apenas das 7 da noite até meia noite. Mas o projeto já voltou com tudo, começando 10 noite e indo até às 5 da manhã de segunda-feura. Sendo que para um domingo morno, chuvoso e com a pandemia aos poucos dando sinais de que está acabando, o público estava bem ok por lá, com cerca de 100 pessoas se divertindo, bebendo e dançando.

(Pomba também comanda a noite Locuras, às sextas-feiras, mais pop e eletrônica, e que já está com um público bem grande)

E o som de ontem… ah, como é bom voltar no tempo! Um autêntico baile da saudade do pós punk inglês e dos anos 80 – afinal, pra quê tocar novidades se ninguém as dança mesmo e se o rock está praticamente MORTO há quass 20 anos. Então Pomba mandou super bem como sempre, em todos aqueles sons que fizeram parte das trilhas sonoras de nossos anos jovens, como A-há, Depeche Mode, Madonna, Soft Cell, Erasure etc. No lounge o também veterano e conhecidíssimo dj Rizada tocava mais grooveria e sons próximos à black music.

E sim, o filme mental continuou desfilando diante dos meus olhos. Me lembrei dos QUILOS de cocaína que ASPIREI naqueles banheiros e das CONJUNÇÕES CARNAIS malucas que pratiquei também neles (com direito a sexo a TRÊS e a anal), em algumas ocasiões sendo eu mais DUAS parceiras, rsrs (que fim levaram, afinal, a gigante de ébano Thaís e sua deslumbrante amiga gótica, a Dark Lady…). Me lembrei de ter sido CHUPADO (não preciso mencionar ONDE, claro) por uma ex-affair (a “ruiva MALVADA” T.R.A., como ela mesma se denominava) em uma madrugada insana (como sempre eram todas as madrugadas por lá) na PISTA DE DANÇA (num cantinho dela, ao lado da cabine dos djs), das brigas com o ex-chefe da segurança (o Régis, que todo mundo literalmente detestava) e das minhas sensacionais (modéstia às favas!) e inesquecíveis djs set, que sempre rolavam no final de novembro, por conta do meu aniversário. Numa delas realmente enlouqueci na cabine e fiz um STRIP TEASE, ao som de “I Can’t Get Enough”, clássico britpop do Suede. Quando a música terminou eu estava apenas de CUECA, rsrs (e sim, eu também dava minhas “narigadas” na cabine, enquanto discotecava, isso era imprescindível, hihi).

Mas uma das MELHORES histórias (dentre as centenas que vivi naquele clubinho, eu poderia reuni-las em mais um livro fináttico, e vou pensar com carinho nisso) foi mesmo esse DIÁLOGO entre eu e mr. Pomba, há mais de uma década no balcão do bar da Loka. A dupla (eu e ele) já estava bastante ÉBRIA àquela altura e Pombinha, sempre sincero como era (e é) quando fica alterado etilicamente, mandou:

“Finatti, eu sou VIADO e você é BICHA!”.

Eu: “Qual a diferença, explique-me por favor”.

Ele: “Ora Finas, eu sou viado, gosto mesmo de HOMEM, mas sou discreto como você sabe e tal. Já a SENHORA é uma MULHER num corpo de HOMEM! Toda AFETADA, dá PITI por qualquer coisa, CHORA por qualquer coisa, ama poesia… a única diferença é que você gosta de XOXOTA ao invés de PINTO. Mas sem dúvida é a HÉTERA mais BICHA que eu já conheci na minha vida!”.

Ahahahahahahaha.

E há zilhões de outras histórias absurdas e malucas que vivi ali, intensamente. Mas estas ficam para um próximo post (pois este já está enorme) ou para um futuro novo livro escrito por mim.

De resto foi incrível retornar à Loka ontem. Fiquei pouco mais de duas horas lá dentro e já não vejo a hora de voltar, sendo que amado Pomba já confirmou: vai TER SIM DJ SET DE NIVER FINÁTTICO POR LÁ, uhú! Vai ser provavelmente no último domingo de novembro (pois faço aniversário em 26 de novembro, que este ano cai numa sexta-feira, se não me engano), e todos já estão mega convidados a comparecer. Vai ser uma das minhas últimas discotecagens na madrugada (já estou velho demais pra isso, hihi) e só vou rolar mesmo pós punk inglês dos anos 80 e algo de britpop, num prenúncio de como serão as djs set do lançamento do meu livro (sobre o saudoso clube Espaço Retrô) em abril de 2022, no clube Outs, outro monumento da diversão noturna paulistana e que também está voltando com tudo a partir de hoje.

Muito provavelmente o Grind vai voltar novamente a BOMBAR em breve. Se irei mais vezes lá? Com CERTEZA! Se voltarei a FAZER SEXO nos banheiros da Loka? Provavelmente NÃO (já estou velho demais para me comportar dessa forma algo adolescente numa casa noturna, rsrs). Se irei voltar a CHEIRAR COCAÍNA também naqueles banheiros? Também não, pois já me aposentei no consumo da dita cuja (drogas ilícitas são para JOVENS, não para tiozões como eu, e hoje me contento plenamente com bons drinks).

E foi muito bom rever a Loka ontem e me lembrar de tudo isso. Valeu, MOZÃO POMBA! Que você, o Grind e a Loka ainda tragam imensas noites repletas de diversão e alegria para a noite paulistana e para as novas gerações que frequentam esta noite.

EM BATE PAPO COM O BLOG, O DJ ANDRÉ POMBA FALA SOBRE A VOLTA DO GRIND E DA LOKA

Zapnroll – Entre suas três fases, de 1995 até hoje, Aloka fechou e reabriu agora pela terceira vez. E de quando começou até hoje a vida noturna mudou muito em SP e no mundo em geral. As pessoas talvez estejam mais caretas e comportadas, mesmo as que frequentam baladas noturnas, e talvez não façam mais tantas loucuras como faziam antes, na noite. Você concorda e se sim, como lidar com esse novo público mais, hã, careta…

André Pomba – Eu não diria que o público está mais careta, mas existem mais regras e elas vêm sendo seguidas. Não se pode fumar, não vender bebidas para menores de idade… Hoje parece absurdo, mas antes era liberado ou se fazia vista grossa. São muitas questões, como era o assédio nas baladas antes e hoje é mais digamos “respeitoso” pelo medo de implicações legais. Por fim, creio que falando do meio GLS/LGBT antes as baladas eram a forma de se viver sua sexualidade, hoje em dia está tudo mais aberto. Não sou saudosista. Sei que para Aloka sobreviver hoje em dia tem que se reposicionar, mas buscando de certa forma manter suas “raízes”.

Zap – O projeto Grind em si já é um clássico veterano da noite paulistana aos domingos. Chegou em 2021 aos 23 anos de existência. Você pensa em manter o mesmo formato que consagrou a domingueira rock mais famosa do Brasil, ou haverá novidades agora que o projeto voltou ao seu lar inicial, na Loka.

Pomba – O Grind, quando começou em 1998, costumava-se dizer que o rock estava morto, que a música eletrônica ia dominar o mundo. Hoje mesmo com os estilos em baixa (a moda no Brasil é pop, funk e sertanejo), o Grind soube se manter vivo sem se “prostituir”, mas é evidente que os sons que tocamos dificilmente têm menos de 20 anos que foi lançado, a maioria é dos anos 80 aos 2000! Antes costumávamos tocar muito mais lançamentos e bandas novas.

Zap – Você foi demitido da Loca original em 2017, pouco antes de ela falir e fechar de vez. O que houve afinal, já que naquele momento você era o principal dj do clube e discotecava nas duas noites mais animadas do mesmo.

Pomba – Desde que o sócio principal faleceu em 2009, o Julio, Aloca original foi aos poucos entrando em uma decadência lenta, sem reinvestir, com uma administração caótica. A partir de 2015 começaram os atrasos com cachês artísticos, problemas com fornecedores etc. Em 2017 Aloca estava definhando, funcionava graças aos meus equipamentos herdados do Dynamite Pub e o então sócio Anibal achou um dia que eu era o problema por não conseguir trazer mais tanto público. Me mandou embora e dois meses depois a casa original faliu.

Zapnroll ao lado do super dj André Pomba, produtor e criador do projeto Grind, que está de volta ao seu lar original, o clube lgbtquia+ ALoka

Zap – Fale um pouco sobre a nova Aloka: o que mudou na estrutura e nas noites termáticas, quem são os novos donos, de onde vieram etc.

Pomba – Um dos novos sócios é o Fabio Lima, ex funcionário da Aloca antiga que sempre teve como missão e sonho resgatar o clube que ele se formou. Ele pertence a um grupo que tem bares como Bofetada e um rede de mercados. Na realidade, as noites continuam as mesmas de antes, só que inicialmente abrindo de sexta a domingo. Sextas Lokuras, uma noite mais pop. Sábado SaBabado que mistura mais estilos. E domingo o Grind, mais rock e pop e 80s. Sou o diretor artístico e DJ residente.

Zap – Você se tornou um dos djs mais requisitados da noite paulistana e está na ativa há mais de duas décadas já. Com 57 anos de idade, pretende ainda discotecar até quando?

Pomba – Este ano completei 30 anos como DJ, desde que comecei a dar um som de forma precária e informal no antigo Dynamo Brazilie, um bar de rock heavy metal. Finas, acho que você tem um sério problema com idade kkk (nota do editor deste blog: problema nenhum, bexa véia e mon ami eterno, hihihi). Eu vou discotecar até quando tiver tesão, souber me adaptar às novas tecnologias e tendências, e ter um público que curte meu som. Se você vê bandas de rock com os músicos tocando ainda com quase 80 anos, porque não pode ter um DJ com essa idade? E olha que nas cenas de festas e baladas por aí, tem DJs bem mais velhos que eu.

ALoka

Rua Frei Caneca, 916, centro de São Paulo.

De sexta-feira a domingo, das 22 horas até o último cliente.

No domingo está de volta o clássico projeto Grind, comandado por André Pomba há 23 anos e que foca pop, rock e pós punk inglês dos anos 80. Imperdível!

E O MELHOR E MAIS INFERNAL OPEN BAR DA NOITE PAULISTANA, O DO CLUBE OUTS, TAMBÉM ESTÁ DE VOLTA!

Inaugurado em julho de 2003 (há 18 anos, portanto) o clube Outs, localizado na região do chamado baixo Augusta (na rua do mesmo nome) e bem no centro da capital paulista, passou por muitas fases boas e ruins ao longo de quase 20 anos de existência. Mas NADA parecido com os quase dois anos de pandemia de Covid. O clubinho viveu a ascensão, o auge (entre 2005 e 2010, quando bandas como Forgotten Boys, Rock Rockets, Cachorro Grande e Matanza reuniam até 500 pagantes para ver suas apresentações ao vivo na casa) e a decadência (a partir de 2014) do rock autoral independente nacional. E quando estava para literalmente fechar as portas (afinal, não é moleza manter aberto um espaço bem grande, com dois salões e onde cabem cerca de 600 pessoas, e com elevados custos de manutenção de equipamentos, além de pagamentos com aluguéis e salários da equipe de funcionários), os sócios José (pai) e Eduardo Ramos (filho) tiveram a ideia de montar o primeiro open bar da rua Augusta, há quase seis anos. Pagava-se um valor fixo pela entrada e lá dentro se bebia (vodca com energético, caipirinhas, brejas e outros drinks) o quanto o corajoso cidadão aguentasse. Em pouco tempo o clube começou a encher novamente. E como as noites com bandas ao vivo não traziam mais ninguém e a do open bar literalmente entupia o ambiente, a decisão foi inevitável: o Outs terminou de vez com os shows ao vivo e passou a se dedicar apenas ao open bar, com djs se revezando em duas pistas (no andar térreo, tocando rock e rap; no andar superior, funk e música eletrônica). E o velho (para os padrões das baladas noturnas, que estão sempre se renovando com agilidade, sendo que são poucas as casas noturnas que duram mais do que 10 ou 15 anos) Outs se reinventou e passou a DOMINAR novamente as baladas do baixo Augusta.

Até que veio a pandemia. E tudo ficou mega nebuloso mais uma vez.

Foram quase 18 meses LUTANDO para não fechar novamente definitivamente as portas. Enquanto outras casas noturnas conhecidas da área (como o Beco, a Tex e o Espaço Desmanche) sucumbiam à pandemia e encerravam atividades de vez, o socio e CAPPO supremo do Outs (um clube, é bom registrar, que é um empreendimento familiar, pois sempre foi tocado por José e sua esposa, Evelina, e pelos dois filhos, Tatiana e Edu Ramos, que o autor deste blog conhece desde os tempos do inesquecível clube Espaço Retrô), dom Zé Ramos, ia fazendo o que podia para salvar seu negócio. Renegociou alugueis atrasados com o proprietário do imóvel e foi se adaptando a cada novo protocolo nas medidas de flexibilização adotadas pelas autoridades sanitárias do Estado de São Paulo, conforme a vacinação em massa ia avançando. Não foi nada fácil. Mas o Outs, felizmente, conseguiu sobreviver.

E para celebrar com tudo mas um renascimento (tal qual um pássaro Fênix) o clubinho reabre suas portas oficialmente nesta véspera de feriadão de Finados, com as DUAS pistas funcionando e a balada e o open bar a pleno vapor. Sendo que vai reabrir também o Outs Pub, que fica colado no clube principal e é o melhor “esquenta” pra se jogar na pista em seguida.

Zapnroll, que sempre foi mega próximo da família Outs, que acompanhou todas as fases do clube desde a sua abertura em 2003 (o blog chegou a ter uma noite quinzenal lá, às quintas-feiras, entre 2004 e 2005) e que fez djs set memoráveis por lá, está feliz com a volta do local com sua potência máxima e em plena forma. E estará, claaaaarooooo, hoje à noite por lá, para celebrar o comeback do open bar mais infernal da noite paulistana.

E iremos, sim, ficar TOTALMENTE NA MERDA CARACA, como costuma dizer o queridão Zé Outs Ramos. Que o clube dure ainda mais outros 18 anos, trazendo sempre a melhor diversão noturna para as novas gerações que frequentam a noite de Sampalândia!

Clube Outs

Rua Augusta, 486, centro de São Paulo, capital.

Reinauguração oficial do open bar hoje, 1 de novembro, a partir das 22 horas (e até 5 da manhã).

Entrada: preço único de R$ 65 reais, com direito a beber lá dentro o quanto o cliente aguentar, ulalá!

Mais infos aqui: https://www.facebook.com/ClubeOuts.

O LOLLA BR 2022 VOLTA APÓS DUAS EDIÇÕES CANCELADAS COM, AO MENOS, BONS HEADLINERS

Após dois anos de adiamento (por conta da pandemia) a edição brasileira do festival Lollapalooza está de volta. E o line up divulgado pela produção do evento segue algo capenga, mas poderia ser pior: o blg, que já estava se preparando para FUZILAR a escalação do dito cujo, pensou melhor e prefere se concentrar no que ele tem de bom, afinal de contas. Fato é que a edição brasileira do Lolla chega aos 10 anos de existência com muitas atrações inúteis, vero. Mas, ainda assim, a curadoria do Lolla BR ainda consegue deter um olhar mais atento e contemporâneo à produção atual da nova música POP brasileira. E assim abre espaço para atrações mais transgressivas (em termos políticos, sociais e comportamentais) como Emicida, Jup do bairro e Pablo Vittar, por exemplo. Além disso o festival também acertou em seus headliners: os Strokes, que fizeram uma gig preguiçosa e ruim no mesmo Lolla em 2017, poderão voltar com uma apresentação ao vivo renovada e com mais gás, já que lançaram um sensacional disco de estúdio no início de 2020 (antes de a pandemia começar), o “The New Abnormal”, talvez o melhor trabalho da banda em 20 anos. Mesma situação da diva pop e agora também roqueira Miley Cyrus, que abandonou seu eterno cancioneiro pop adolescente também em 2020, para mergulhar com tudo no rocknroll de guitarras no álbum “Plastic Hearts”. Coalhado de participações especiais de peso (como a dos bateras Chad Smith e Taylor Hawkins, além do consagrado produtor Mark Ronson) e recheado de boas canções, o disco recebeu avaliações excelentes nas mídias que ainda importam lá fora (Rolling Stone, The Guardian, Allmusic etc.), e tudo isso deve também garantir uma boa performance ao vivo da gata Cyrus. E, por fim, o já velho mas sempre eficiente Foo Figthers e seu hard rock explosivo de arena, que esteve no primeiro Lolla brasileiro, em 2012 (o tempo passa voando…), show no qual estive presente e gostei, embora tenha achado longo demais (duas horas e meia no palco, isso enche o saco de qualquer um que não seja fanático pela banda, por melhor que ela seja ao vivo). Enfim, se este jornalista fosse até Interlagos em março do ano que vem (não vou porque o ingresso é absurdamente caro, não vou correr atrás de credenciamento pois sei que não vai rolar pois é política do Lolla BR credenciar apenas grandes veículos de imprensa e, por fim, porque já estou véio demais pra encarar um rolê desses, rsrs), iria privilegiar os headliners e mais algumas poucas atrações menores. De qualquer forma todos nós sabemos que mega festivais hoje em dia, aqui e lá fora, são meros parques de diversão gigantes e onde a música é o que menos importa. Ainda assim, o Lolla BR 2022 está menos insuportável do que o Rock In Rio, com suas repetições SECULARES e ad nauseam de Iron MERDA Maiden e Ivete GAGALO. O festival carioca, esse sim, já PERDEU A MÃO faz tempo e apenas TROUXAS ou fanáticos por heavy MERDAL é que vão gastar uma fortuna nele.

MUSA ROCKER ZAPPER: A PODEROSA PALLOMA FREITAS, QUE ABALA AS NOITES DO BAIXO AUGUSTA NO CLUBE OUTS!

Nome: Palloma Freitas dos Santos.

Idade: 22 anos.

Nasceu em: São Paulo-SP.

Mora em : São Paulo- SP.

O que estuda: Gestão de recursos humanos (cursando).

Três discos da sua vida:

Alive II ( Kiss)

Ultraviolence ( Lana Del Rey)

Purpose ( Justin Bieber)

Três artistas solos ou bandas:

Kiss, Supercombo e Lana Del Rey.

Três livros: O Reino das vozes que que se Calam (Sophia Abrahão e Carolina munhoz), Armadilhas da mente (Augusto cury) e Quem era Ela (JP  Delaney).

Um autor literário: Augusto Cury.

Um diretor de cinema : Scott Derrickson. 

Um show inesquecível: Supercombo.

Opiniões dela sobre:

***Política – Meu posicionamento político é de esquerda, desde que comecei a estudar sobre o assunto no ensino fundamental. Mas claro que naquele tempo eu não tinha tanto conhecimento sobre, e as vezes até julguei não ser algo tão pautado. Até mesmo porque muitas pessoas hoje conseguem ter um ensino básico e até mesmo superior graças aos programas que a esquerda proporciona. Mesmo alguns negando isto, é evidente que a maioria das pessoas não possuem renda para se dar ao “luxo” de estudar porque precisam sustentar a si ou sua família. Nossos governantes atuais fazem questão de mostrar que preferem uma população sem conhecimento, para que possam ser manipulados. Quantas pessoas de fato sabem votar com consciência? Quantas realmente pesquisam e comparam seu candidatos e propostas? Pouquíssimas! É exatamente por isso, que muitas acabam indo no voto da vizinha, do filho, marido e afins. Essas pessoas precisam ter acesso a educação, para que posam ter consciência de seus votos, e assim escolher seus candidatos que procuram ajudar a população da classe média a mais baixa. Enfim, sem conhecimento não conseguimos chegar a lugar nenhum, e sem isto acabamos chegando em eras sombrias, como a qual estamos passando neste momento.

***Cultura e arte – Lembro que entrei nesse mundo muito cedo, minhas professoras do fundamental nos motivavam a ler livros, crônicas, poemas e tudo que julgássemos válido, tínhamos diversos projetos relacionados a poesias, e eis que acabei ganhando e fui ao um teatro pela primeira vez e simplesmente amei, acabei depois fazendo curso de teatro na escola porque era aonde eu realmente podia fazer caras e bocas e aproveitar para perder toda aquela vergonha. A arte é uma das melhores formas de se expressar, quer dizer, você acaba conhecendo as pessoas e o mundo através de músicas, teatros que representam a história passada ou atual. Entretanto nossa cultura hoje é de pessoas que não pegam em um livro ou até mesmo gostam de fato de ler, e isso se deve pela falta de educação sem acesso ao básico, e até mesmo por falta de incentivo, já que até mesmo nosso governo não investe em educação para todos terem acesso a este mundo da arte e cultura.

***Ativismo e feminismo – apesar de eu não saber o que era quando era mais nova, sempre fui feminista. Quando ingressei na faculdade que de fato conheci sobre o movimento, e do que se tratava, e que ao contrário do que muitos achavam não era algo banal ou coisa de “mulher mal amada”, e que tão pouco essas mulheres estavam atrás de “atenção”, mas sim de lutar por seus direitos. Aprendi e continuo aprendendo muito, como nossa sociedade desde que nascemos nos coloca e ensina sobre machismo, e acha certo. Você aprende desde de pequena a limpar a casa, enquanto seu irmão pode se divertir e fazer o que quiser por simplesmente ser homem. Isso é tão ridículo! Apesar de ainda não estarmos em um mundo ideal aos poucos estamos retirando o machismo enraizado desde a época de nossos antepassados. E sim, apesar de muitos homens julgarem o movimento, até mesmo porque eles também sofrem consequências do machismo, como ter que ser responsável pelo sustento da casa, não poder demonstrar seus sentimentos e afins. Temos que ter consciência que desde a mulher trans ao homem hetero, todos sofremos com o machismo, e entender que não devemos aceitar os que nos impõe ou tão pouco ser o que querem o que sejamos. Lembrando sempre que, mesmo a mulher que diz não precisar do feminismo, hoje ela pode escolher se quer trabalhar, ser dona de casa, ser independente e afins, ela tem poder de escolha graças a outras mulheres que lutaram para que hoje ela tenha essas escolhas.

***Sexo – para algumas pessoas como eu que fui vítima de abuso muito cedo, esse assunto é até delicado, mas vamos lá. Quando escolhi me relacionar novamente por escolha minha, “perdi” minha virgindade aos 19 anos e 11 meses, um bom tempo depois do abuso. Mas assim como outras vítimas de abuso, ainda carrego a mancha na minha pele e ainda sinto ela suja todos os dias. Quando falamos em sexo, também falamos de educação sexual, até porque tem muito jovem que começa sua vida sexual muito cedo. É de extrema importância ter conhecimento sobre isto, tendo em vista que muitas pessoas, assim como eu, vieram de famílias religiosas que nunca falam sobre sexo já que é um assunto proibido. E sim, a escola tem um grande papel nisto, sendo ela a intermediadora  para que todos tenham acesso a educação sexual, mas como teremos acesso se quando a escola tenta nos ensinar e nosso governo diz que não deviam falar porque não há  necessidade, já que acham que falando sobre o assunto todos automaticamente irão por em prática e sair se relacionando. Temos uma sociedade ignorante e conservadora que acha que tudo é frescura, que o diabo está por trás de tudo e que até mesmo que o conhecimento sobre certos assunto como sexo, induz crianças a serem lgbtqia+.

***Drogas – já experimentei desde maconha á md. Enfim,  quando falamos em drogas, falamos de saúde pública, já que isso também chama a falta de investimento na saúde e educação, e eis meu questionamento: por que esse investimento não está sendo feito? Por que não falamos de drogas em escolas? E por que colocamos todos os usuários de drogas como vagabundos e traficantes, já que os traficantes vêm do alto escalão?  Quando falamos sobre drogas, não é apenas sobre ingestão delas, mas sim tudo o que ela engloba, precisamos parar de achar que tudo se resolve matando traficantes e pessoas e até mesmo que interna-las irá resolver.

***Masculinidade Tóxica – É un assunto delicado que abrange muita coisa, mas ela se deve ao nosso machismo enraizado desde nossos antepassados. A masculinidade tóxica é  aquela que faz piadas sexistas na roda de amigos, aquela que muitos homens acreditam que precisar “ficar” con todas, é aquela que nao sabe ouvir um não, e com certeza é aquela que acredita que quem cala consente, também é aquela que faz com que muitos homens não se cuidem ou façam exames de próstata porque é  coisa de ” viado” ou de “mulherzinha”. Mas também precisamos ressaltar que, na maioria das  vezes, isso acontece porque são ensinados a fazer o que querem por serem homens, porque não podem brincar de boneca ou ser sentimentais já que apenas mulheres ou gays são assim. Precisamos entender que isso afeta toda a sociedade e que cuidar de si, sentir e vestir o que quiser, por exemplo, não te torna menos ou mais homem, te torna alguém  que tem o poder de escolher.

E AÍ EMBAIXO, PARA DESLUMBRE DOS LEIRTORES DO BLOG, O LINDÃO ENSAIO VISUAL COM MIIS PALLOMA! PODEM SE APAIXONAR PELA GATA, A GENTE DEIXA, RSRS

O blogger Finaski ao lado da musa rocker Palloma, em balada semana passada no clube OutsSP

O BLOG ZAPPER INDI CA

***Dusco, I: é quase inacreditável mas os anos avançam e a maturidade artística e a qualidade da obra musical da DEUSA e MUSA americana Lana Del Rey só aumentam. Aos 36 anos de idade, mais linda do que nunca e com uma inflexão vocal impecável, Lana lançou apenas este ano DOIS álbuns de inéditas de estúdio. O primeiro saiu em março. E agora, recentemente, foi a vez deste belíssimo e melancólico “Blue Benisters”, que complementa o anterior naquilo que ele já se propunha: um retrato preciso e precioso de uma sociedade americana careta e decadente e o sofrimento que essa sociedade impõe a pessoas sensíveis e de comportamento fora dos padrões “normais”, como é o caso de miss Del Rey. Repleto de baladas doces e tristonhas, tramadas muitas vezes apenas com voz e pianos, é um discaço para se ouvir tomando um bom vinho. E que pode ser conferido aí embaixo.

Disco, II: “Dentro da caixa, fora do mundo” é o finalmente bacaníssimo álbum de estreia do quarteto sorocabano Eugênio, sobre o qual estas linhas bloggers já falaram bastante em nosso post anterior, quando mostramos os dois primeiros e ótimos singles do agora disco completo. Com cerca de 5 anos de existência e alguns EPs na bagagem, o grupo ampliou o escopo de seu sempre eficiente rock mais experimental e de melodias algo quebradas, adicionando ao mesmo melodias mais pop (até onde a banda se permite ser assim) e radiofônicas. Além disso todos os integrantes se revezam nos instrumentos e nos vocais, o que dá uma dinâmica ainda mais positiva às 9 faixas do trabalho, que foi produzido pelo guitarrista Martin, da banda de Pitty. É mesmo o lançamento mais legal deste final de ano no nosso amuado rock autoral independente nacional. E que pode ser conferido no link aí embaixo.

***Disco, III: Caetano Veloso segue sendo um GÊNIO GIGANTE e inquestionável da igualmente GIGANTE MPB que importa. E lançou há pouco “Meu Côco”, seu primeiro disco inédito nos últimos 9 anos. As marcas registradas de Caê estão todas no álbum: a variedade sonora (contemplando todo o imenso espectro de nossa música popular), as letras poéticas, POLÍTICAS e sempre atuais, as canções memoráveis de sempre. No novo trabalho há pelo menos quatro faixas (“Anjos tronchos”, “Não vou deixar”, a lindíssima “Acalanto” e “Sem samba não dá”) que podem entrar em qualquer antologia das melhores músicas já compostas pelo baiano em sua já longa e insuperável trajetória artística. Caetano está com 79 anos de idade e continua totalmente em forma, como compositor, músico, letrista e cantor. Faz parte de uma geração (ao lado de Gilberto Gil, Chico Buarque, Alceu Valença e mais alguns poucos) que não terá jamais substitutos à altura, pois são peças SEM REPOSIÇÃO. Com todo o respeito do mundo à geração mais recente de nossa música (e que já nos deu ótimos nomes como Céu, Tulipa Ruiz, Criolo, Letrux, Karina Bhur, Duda Beat e Vanguart, entre outros e outras), mas quando Caetano não estiver mais entre nós realmente será uma perda inestimável para a ARTE e a CULTURA brasileira, tão maltratadas e espancadas pelo DESgoverno BOÇAL fascista de extrema direita que foi colocado no Poder no Brasil, por milhões de SELVAGENS e igualmente BOÇAIS cuja única cultura é ler a Bíblia e ir a algum culto religioso aos domingos. Caê NÃO envelheceu, muito menos enferrujou com o avançar das décadas. Felizmente, sendo que o disco está aí embaixo para ser escutado na íntegra.

***Filme: “Marighella”, o já consagrado filme que tem o ator Wagner Moura estreando na direção, já está em cartaz e está literalmente ESGOTANDO os ingressos de quase todas as sessões nas salas onde está sendo exibido. Não é para menos: foram dois anos de adiamento de sua entrada em circuito comercial, pelos mais diferentes problemas (entre eles TODOS OS BOICOTES POSSÍVEIS do atual setor cultural do DESgoverno LIXO BolsoFEZES). Pois a cine biografia do guerrilheiro símbolo da LEGÍTIMA luta armada contra a SELVAGEM e ASSASSINA ditadura militar de direita que aterrorizou o Brasil duramente 21 anos, finalmente ganhou as telonas e nesse momento, por tudo o que estamos passando, mais do que assistir a um filme de caráter histórico essencial, torna-se um DEVER MORAL E POLÍTICO ver o longa. Já para o cinema, “Marighella” JÁ É O FILME NACIONAL DE 2021! E FORA MERDANARO!

***Livro: Um dos maiores nomes do jornalismo cultural brasileiro nas décadas de 1980 e 90, Ademir Assunção também é um poeta (da chamada ala marginal da poesia nacional) de mão cheia. E depois que se afastou do ofício de jornalista nas grandes redações da mídia nacional, ele passou a se dedicar quase que integralmente aos versos e aos seus textos em prosa. O resultado é uma obra literária que já conta com mais de 10 títulos, entre romances e poesia. E o mais recente tomo de poemas é este primoroso “Risca Faca”, lançado há pouco pelo selo literário Demônio Negro. A edição vem no capricho (com capa dura) e mesmo o blog ainda não tendo lido toda a obra, já percebeu (pelos poemas que já conferiu) que Ademir continua com sua verve afiadíssima e em carne viva. Interessou? Entre em contato com o autor através de suas redes sociais (como o seu Facebook, que pode ser acessado em https://www.facebook.com/ademir.assuncao) e peça o seu exemplar, que vale total a pena, ainda mais nesses tempos onde falta cultura no triste Brasil BOÇAL Naro e SOBRA IGNORÂNCIA.

O POST ESTÁ CONCLUÍDO, E TEM PROMO DE INGRESSOS NA FAIXA AÍ EMBAIXO, PRO SHOWZAÇO DE 40 ANPOS QUE A JÁ CLÁSSICA BANDA PLEBE RUDE FAZ EM SÃO PAULO NO PRÓXIMO DIA 12 DE NOVEMBRO!

Exatamente! O postão ficou grandão e encerramos ele por aqui. Mas tem promo bacaníssima pra finalizar os trampos: manda sua mensagem amiga no hfinatti@gmail.com, que depois de muuuuuito tempo descolamos promoção bacanuda pros leitores destas linhas bloggers. Quem nos der um alô vai concorrer a:

***UM PAR DE INGRESSOS para o showzaço de 40 anos de existência da banda punk brasiliense Plebe Rude (um dos maiores nomes do rock BR dos anos 80), e que acontece no próximo dia 12 de novembro, sexta-feira, em São Paulo, lá no Carioca Clube. A promo é uma parceria de Zapnroll com a produtora musical Orangeira e o resultado da mesma será divulgado na semana do show, sendo que o (a) vencedor (a) será avisado por e-mail. Beleza! Então vai nessa que por enquanto damos uma pausa nos trampos por aqui. Mas logo menos o blog estará de volta. Inté!

(finalizado por Finatti em 8-11-2021, às 18hs.)

66000cookie-checkSaindo aos poucos do estado pandêmico (que ainda existe), o mundo ensaia uma volta ao normal – e a noite paulistana vê ressurgir baladas incríveis e já clássicas, como o projeto Grind e o open bar do clube Outs (plus: Lollapalooza BR 2022 e mais…)
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Real Oleúde Alberico Soccio

Finattera, olha isso que o Forastieri postou no twitter dele, ahahahaha! Pelo jeito o podcast dos amigos lá tá afundando! Cadê o rafa Alberico, o Clayton, o oleude e o gino bosta pra falar algo a respeito? Ou será que ficaram sem língua de repente?

André Forastieri
@forastieri

Esta pode ser a última edição do podcast Amigos, Barcinski, Forasta e Paulão! Ou não – depende de você! Ouça a edição do Adeus (?) e inscreva-se já pra saber da nossa campanha de apoio no Catarse! Bora passar o chapéu @garagem
e @andre_barcinski
!
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