Silver Lynx: Influenciados pela cena hard e glam dos anos 80

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Influenciados pela cena hard e glam dos anos 80, Silver Lynx conquista fãs com seu visual característico e rock explosivo

Da Sunset Strip direto para o sertão Paraibano, Silver Lynx é uma banda de Heavy Metal/Hard Rock influenciada pela cena Glam que dominou Los Angeles na década de 80 e que contaminou e influenciou a cultura Pop do mundo inteiro, mostrando-se como uma versão moderna das bandas que os influenciaram.

Com um visual característico e um comportamento hiperativo nos palcos, a proposta da banda é simples; destruir tudo em seu caminho com seu Rock n’ Roll explosivo e hiperativo. Um som alto e poderoso, guitarras estridentes, baixo pulsante, bateria acelerada e vocal rasgado, são os ingredientes para que a banda siga conquistando multidões e corações, fisgando os desavisados com seu Rock Poderoso e chocando os membros mais comportados da sociedade com sua atitude e visual matador (e muito lindo)!

A banda recém lançou seu primeiro EP/DEMO, contendo seis músicas que vão das pesadas “Rebels”, “Ridin in Hell” e “Its Not More About Fun”; à power ballad “Lost on You” (afinal, os brutos também amam). O EP/DEMO inclui também a dançante “Last Train” e “Dont Deal With the Devil”, esta última com uma sonoridade mais clássica, mostrando as diferentes influências da banda que vão desde Iron Maiden até Aerosmith.

Conversamos com a banda sobre sua trajetória, influencias artísticas, processo de composição, entre outras curiosidades. Confira a entrevista!

De onde surgiu o nome “Silver Lynx”?
Procurávamos um nome original, mas que remetesse, ou despertasse o espírito de bandas clássicas que nos inspiraram. Primeiro, numa brincadeira citando o anime Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya), alguém citou Diamond Dust, golpe do personagem Hyoga, este nome logo virou Diamond Rust. Começamos a procurar se havia alguma outra banda com esse nome (pois sabíamos que havia ao menos uma música chamada Diamonds and Rust de Joan Baez, música que o Judas Priest viria a fazer um cover), no meio desta busca, surgiu o medo de que a pronúncia de Diamond Rust não fosse da mais fácil para os brasileiros (pois tivemos experiências com bandas anteriores com nome em inglês que costumavam ser anunciadas das formas mais estapafúrdias na TV, Rádio, etc., o que não é demérito, afinal ninguém tem a obrigação de saber inglês com perfeição no Brasil, nem nós mesmos falamos um primor de inglês, afinal rsrsrs). Um amigo (abraço Baessa) sugeriu que, como a banda se inspirava muito nas bandas de Hard Rock dos anos 80, poderia unir uma cor e um animal como Whitesnake, White Lion, Steel Panther, ou qualquer coisa do tipo, daí surgiu o Silver Lynx, um nome que em português se pronuncia da mesma forma que se escreve, original e que despertava esse espírito Hard Roqueiro oitentista. Infelizmente, a ideia não deu certo e continuamos a ser anunciados como Silvia Link, Silver Lyniker, e por aí vai, o que acaba sendo bem divertido, pra falar a verdade. Rsrsrsrs

Como e quando a banda surgiu?
Eu (Lucas Belmont) tive um projeto autoral de Shock Rock chamado Vampire’s Night, o projeto durou pouquíssimo, mas tivemos uma experiência que foi inédita pra gente; as pessoas reagiam muiyo bem às músicas autorais que tocávamos misturadas a covers de clássicos do Rock, animando, tentando cantar junto, etc. Já havíamos tocado em bandas autorais antes e era difícil despertar isso nas pessoas, geralmente o pessoal aproveitava a hora da autoral pra ir ao banheiro, tomar cerveja, sei lá… Sempre meio que quebrava o clima de festa do show, com a Vampire’s Night era diferente. Depois disso Tony e eu acabamos indo parar juntos em uma banda cover, os outros integrantes não pareciam muito interessados em compor, e olha que a gente tentou, vendo que não ia pra frente, eu quis pelo menos gravar as autorais da Vampire’s Night que já estavam compostas. Os ex-integrantes da Vampire’s se juntaram ao novo projeto e acabamos compondo mais algumas músicas (parte delas está no nosso recém-lançado EP), isso foi no finalzinho de 2018. A banda já começou sofrendo – o que, como diria C3PO do Star Wars, parece ser nosso destino, quando um dos fundadores passou no vestibular e se mudou de cidade, e outro integrante, irmão deste, não quis continuar no projeto. A gente resolveu que continuaria assim mesmo, terminou algumas músicas autorais, pegou alguns covers e começou a fazer shows em fevereiro de 2019, que pra mim é a data de nascimento da Silver Lynx. Daí em diante a gente não parou mais de tocar, de modo que foi até difícil parar pra gravar o EP já que tinha show sempre, teve várias mudanças de formação, então a gente sempre tinha que tá repassando as músicas, etc. Mas daí veio a Pandemia e, com a paralização dos shows, finalmente tivemos um tempinho pra organizar as ideias e finalizar o EP.

A banda segue promovendo seu último lançamento, o EP Silver Lynx. Como foi o processo de gravação do disco?
A banda já surgiu ao redor da ideia de gravar essas músicas, mas foi tudo aos trancos e barrancos, primeiro gravamos demos das músicas Rebels, Lost on You e Ridin’ in Hell, mas não ficou muito bom, nem sei se essas gravações ainda existem, posteriormente a banda sofreu uma mudança de formação que atrasou ainda mais a gravação. O maior empecilho era a falta de grana, mas conseguimos ser aprovados num projeto de Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FUMINC) e recebemos uma verbinha pra gravar finalmente, já que todos os membros da Silver são bem ferrados financeiramente e mal temos dinheiro pra comer (é sério, se tiver lendo isso e quiser fazer doações, aceitamos. Por favor. Eu imploro), mas pra gente a coisa nunca pode ser fácil, fomos gravar com um cara de outra cidade porque era um conhecido produtor de Metal, ele marcou uma data, chegamos lá, o cara tinha ido viajar e simplesmente “esqueceu” de avisar. Depois conseguimos encontrar ele em casa, gravamos e tudo mais. O cara se mudou pra capital, desapareceu no mundo, nunca entregou nem a gravação e nunca mais vimos a cor da grana que tínhamos pago pra ele. Como se isso não bastasse, mais mudanças de formação na banda… Resolvemos então que gravaríamos com Nenem Amaro, um produtor local da nossa cidade natal (Cajazeiras, Paraíba, uma cidadezinha no interior com 70 mil habitantes, o tipo de lugar que você cai fora na primeira oportunidade), havia um certo temor de nossa parte, afinal, ele era um grande produtor de forró, mas nunca tinha produzido nada de Rock n Roll, quem dirá Heavy Metal. Todavia, Nenem fez um trabalho incrível, é um cara de um talento ímpar de uma humildade sem igual, trabalhou por um valor praticamente simbólico dado a qualidade do seu trabalho, esforçou-se pra produzir o melhor conteúdo possível, nos guiou muitas vezes com seu ouvido absoluto a respeito de como poderíamos melhorar algumas músicas, enfim, devemos o EP a esse cara incrível que é o Nenem Amaro. Acho que vale ressaltar que, para manter o espírito da coisa, fizemos questão de fazer as coisas como antigamente, então nada de bateria eletrônica, o que você escuta ali foi gravado em uma bateria acústica microfonada, o mesmo pra guitarra, nada de pré-sets ou efeitos eletrônicos, guitarra ligada em um amplificador microfonado e foi isso, os vocais, gravados um por um, sem uso de afinadores, auto-tunes ou o que quer que seja, tudo raiz, como era feito antigamente. Certamente está longe de ter ficado perfeito, mas, pra gente, ficou bastante surpreendente e bem satisfatório, valeu muito a pena o trabalho desgraçado que deu fazer as coisas assim, e, bem, é a forma como fazemos as coisas, sempre do jeito mais difícil, desde que vala a pena.

Quem fez a capa do disco?
Fui eu mesmo, tiramos umas fotos e fiz a montagem toda da coisa, já que não tínhamos dinheiro pra pagar um profissional. A ideia era pra fazer uma coisa diferente, mas já estávamos esperando demais pra lançar esse material, então resolvemos que feito era melhor que perfeito. Esperamos que cês tenham curtido o resultado.

O EP foi muito bem recebido nos sites de música especializada nacionais e internacionais . Como a banda está vendo esse feedback tão positivo do material lançado?
Admitimos que não esperávamos essa receptividade tão boa, somos, em suma, um bando de moleques inexperientes, nunca tínhamos gravado nada antes, então é sensacional saber que as pessoas gostaram do nosso trabalho, afinal, mesmo sendo bêbados degenerados, nós colocamos a nossa alma nisso, sabe? Foi um trabalho de amor e dedicação no qual colocamos sangue e suor, é sempre reconfortante saber que esse esforço valeu a pena e que conseguimos levar um pouco de alegria e rock n roll pra várias pessoas ao redor deste mundão, mal esperávamos ser ouvidos no Brasil, então, saber que nossa música está rodando o mundo… Cara… Isso te faz pensar, e certamente coloca um sorriso nos nossos rostos. Acho que estamos, finalmente, começando a ‘viver o sonho’. O que virá depois? Headlines do Wacken Open Air? O céu é o limite! Rsrsrsrs

Suas músicas demonstram muita intensidade e entrega por parte da banda. Existe alguma composição que seja mais especial para vocês?
Acredito que todas elas tem algo de especial pra gente. Rebels é praticamente um Manifesto de como nos sentimos e do que pretendemos fazer, de certa forma, é o nosso ‘hino’, Lost on You também é importante por ter sido nossa primeira composição juntos, Ridin’ in Hell foi a primeira música que eu compus, quando eu tinha uns 14 anos, e finalmente saiu do papel, fala sobre tentar viver de música e tudo mais, então é bem legal poder finalmente gravar uma música tão antiga, (Don’t) Deal With the Devil é um desabafo sobre o monte de diabos que encontramos pelas encruzilhadas do Rock n Roll tentando roubar nossas almas… Enfim… É difícil eleger uma em especial quando cada uma delas possui um pedaço tão particular das nossas almas.

Quais as bandas e fontes artísticas que inspiram o som do  Silver Lynx?
Ah, cara, foram um monte. Mais diretamente é impossível não citar Mötley Crüe, Guns n Roses e Iron Maiden, acho que essas são nossas influências mais óbvias, mas há tantas outras como Aerosmith, Ac/Dc, Judas Priest, Black Sabbath, Kiss e, claro, tudo o que veio ali na cena Glam de Los Angeles nos anos 80, Ratt, Twisted Sister, Cinderella, Quiet Riot, LA Guns, e por aí vai… Sem falar das influências mais obscuras como coisas do Blues e até mesmo do prog-metal, artistas pop como Elton John, U2, e por aí vai. Em suma, é uma salada de frutas do caramba. Rsrsrsrsrs

Quais bandas nacionais vocês andam escutando?
Tem muita coisa boa rolando no cenário nacional, particularmente tenho escutado muito nossos irmãos da Sinal de Ataque, banda paraíbana como a gente que manda um Heavy Metal boladão em português, Purpura Ink do Maranhão, Steewild, Wicked Razor, Facing Fear, Nigro, Nasty n Loaded, Marenna, enfim… É muita coisa mesmo, e muita coisa foda, não dá pra lembrar de todo mundo, infelizmente (ou felizmente, já que é uma alegria saber que tem tanta banda foda por aqui atualmente, e a coisa só tende a crescer mais e mais).

Podemos esperar  mais material inédito em breve? clipe talvez?
Sem dúvidas, tão logo resolvamos alguns dos nossos problemas financeiros devemos colocar isso pra frente. Queremos gravar uma espécie de ‘live’, mas bem produzida, como se fosse um clipe mesmo, mas com o áudio captado ao vivo pra que os contratantes tenham uma noção de como é o nosso show, afinal, estamos nessa pra ver se descolamos uma graninha (já que não sabemos fazer mais nada da vida) e o que mais tem dado resultado nesse sentido são os shows, que felizmente, não tem sido poucos, e posteriormente desejamos lançar um clipe mesmo. Já temos músicas suficiente pra lançar um álbum completo também, algo que desejamos fazer, mas primeiro estamos tentando encontrar um selo que nos queira, até aqui estamos fazendo tudo muito por conta própria o que acaba exigindo demais, então ter um selo que pudesse vir ao nosso auxílio certamente agilizaria bastante a coisa. Claro, o ideal seria um contrato com uma gravadora gigantesca que nos pagasse milhares de dólares por mês, mas até que isso aconteça vamos ver no que dá. Rsrsrsrsrs

Por fim, quero agradecer a oportunidade e o espaço, esperamos voltar em breve pra falar sobre mais novidades. Esperamos que a entrevista não tenha ficado muito chata de ler. No mais, fiquem com Deus, é isso daí, tudo em nome do Rock n Roll! Nos acompanhem nas redes sociais e até logo!

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Por Equipe Collapse Agency
Flavio Neto, Rafael Neutral e Sylvia Sussekind
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