Túnel do Tempo: Patrulha do Espaço

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PATRULHA DO ESPAÇO: VOANDO PARA O COSMOS
By Dum de Lucca Neto

O Patrulha do Espaço, uma das mais tradicionais bandas de rock do Brasil está mais viva do que nunca. Júnior, batera da banda, conta nesta entrevista a trajetória do grupo, que está com um novo Cd no mercado, e já prepara outro.

Dynamite: Como foi o início do Patrulha?
Rolando Júnior:
Bom, para começar, minhas influências musicais são Beatles, Stones e blues. Nos anos setenta eu estava na Argentina tocando com uma banda chamada Aeroblues e gravei um LP. Vim para o Brasil ficar um mês e cruzei o Coquinho (baixista), que me chamou para fazer um som com o Arnaldo Baptista. Ai acabei não voltando para Buenos Aires e nessa fase fiquei 9 meses com o Arnaldo.

Dyn: Por que o Arnaldo saiu?
Júnior:
No fundo foi uma bobagem. Musicalmente foi super legal tocar com ele, estávamos evoluindo, o trabalho estava crescendo. Porém, não rolava uma afinação no trabalho de estrada, ele estava recém casado, etc. Saiu por problemas de relacionamento, musicalmente estava tudo bem. Ele foi se distanciando, ficou esquisito, acabou processando o Patrulha. Isso foi no final de 77. Foram nove meses. Depois o Percy (Made in Brazil e Casa das Máquinas) veio para o vocal, montamos um novo repertório às pressas, fizemos vários shows no interior de São Paulo, sul do Brasil, e lançamos o primeiro disco, que se chama apenas Patrulha.

Dyn: Nos anos 70 o que era mais difícil para se tocar rock no Brasil?
Júnior:
A ditadura, a falta de liberdade, a censura, era uma palhaçada. Mas nunca tivemos nenhuma música censurada. De 78 até 84 tivemos uma fase muito boa, lançando um disco por ano e fazendo shows. Nessa época a formação do Patrulha era eu, o Coquinho, no baixo, o Percy, nos vocais, e o Dudu Chermont nas guitarras. Depois o Percy saiu, ficamos um trio. Quando o Coquinho foi para Londres entrou o Sérgio Santana no baixo, e com esse trio ficamos cinco anos.

Dyn: E quando você resolveu fazer o Patrulha de novo?
Júnior:
Em realidade foi a necessidade do projeto Heróis do Rock, coordenado pelo Made. Isso foi em 98. Mas fiz três shows e parei, estava totalmente desencanado de esse lance de banda. Na verdade, essa volta do Patrulha foi uma armadilha, no bom sentido. O Tiguez, o baixista, me chamou para fazer uma jam, mas os caras só tocavam musicas do Patrulha. Isso foi em 99. Daí a coisa rolou, estamos até agora na estrada, com esse disco novo, fazendo shows com sucesso total de público e da crítica especializada.

Dyn: Mesmo assim quando se fala em rock brasileiro a referência sempre é Made, Patrulha, Terço, Tutti Frutti e algumas outras bandas. Como você se sente sempre sendo citado?
Júnior:
É louco isso. Tenho pensado muito nisso ultimamente. Naquela época não tinha noção de que estava fazendo história. Isso é gratificante prá caralho, ainda mais quando você vê a molecada de 13, 17 anos que são fãs da banda, fora os mesmos velhacos, que saem da toca e vão aos shows. O lado humano é o melhor da história. Prá mim é muito louco ver um cara de 15 anos conhecer o nosso trabalho, eles correm atrás, isso é uma responsabilidade muito grande, responder à expectativa dessas pessoas.

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite 45)

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