Túnel do Tempo: Sideral

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SIDERAL – O novo som brasileiro
By Cadu Leite

A cena musical mineira continua dando o que falar. Depois da efervescência dos anos 90, os caras continuam invadindo as rádios do país e não deixam nada a desejar. Skank, Pato Fú e Jota Quest abriram o caminho e muita gente nova vem aparecendo. O Sideral (antigo Wilsom) é um dos caras que mais se destacam recentemente. Compositor do megahit “Fácil” do Jota Quest, ele lança agora seu novo álbum, “Na Paz”. Um trabalho bem mais pop que mostra um pouco das influências dos outros caras da banda. “Eu abri mais espaço para a participação do pessoal. O primeiro álbum era mais autoral”, afirma Sideral. Até o reggae tem lugar no disco e não deixa barato. Com direito à participação especial de Bahiano, de Los Pericos, os argentinos do reggae. “A gente se conheceu no ‘Planeta Atlântida’, festival do sul, quando tocamos na mesma noite. Eu acabei indo parar no camarim deles. E me identifiquei porque já toquei em uma banda de reggae”, lembra. Dinho Ouro Preto empresta seu vocal para “Simples”. “Quando apareceu essa faixa, achei a cara dele e o convidei, ele adorou e foi muito legal trabalhar com ele.” Sideral não esqueceu de Minas e se aventurou em uma versão do clássico “Para Lennon e McCartney” (hit do ‘Clube da Esquina’). “É uma homenagem para a mineirada, que já fazíamos nos shows e é praticamente um hino para nós”.

“Nóis somos Nóis” – O cantor aproveita para deixar bem claro que é contra os velhos estereótipos sobre mineiros. “O pessoal de Minas perdeu um pouco dessa imagem do mineiro, pão-de-queijo. Pão-de-queijo o caralho! Nóis somos Nóis! A gente também tem coisas legais para contribuir com a música brasileira”.
Lenny Kravitz brasileiro – As eternas comparações com a estrela norte-americana não são de graça. Sideral afirma que tem uma forte influência do cara. “Eu sou muito fã dele mesmo. Gosto da atitude, da voz e, principalmente, dos seus primeiros discos.”
Brothers – Quando o assunto é seu irmão, Rogério Flausino, vocal do Jota Quest, o cantor deixa bem claro que o trabalho deles é algo separado. “O pessoal confunde, a gente se adora, mas eu estou indo atrás do meu trabalho.” Boa sorte!

(O texto completo desta matéria você pode ler na versão impressa da Revista Dynamite 45 – Jul/2001)

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